Devaneios…

Quis-te tantas noites e nunca te pude ter, hoje és meu mas já não posso ficar. Durante meses tudo fiz para te merecer, restava-me o dia a dia e eu era tudo o que te podia dar.

Embora não (te) chegando fui ficando, embora não gostando fui-me acostumando.

Queria-te para mim achava eu, agora olho o céu e tudo o que observo vive na memória. Vitória inglória penso, talvez tardia reconheço. Esperei, juro que o fiz mas ter-te neste momento já não me faz tão feliz.

Não me questiones o motivo, o que me inquieta, além de não ter uma resposta concreta sinto-me a navegar nesta incerteza, uma ausência de vontade que um dia me fez ter a destreza de enfrentar qualquer adversidade proveniente dos teus receios mas hoje, hoje perco-me nos meus próprios devaneios.