Deste-me tudo, menos amor…

Eu amei-te com tudo o que era. Eu quis-te com todo o meu ser. Eu respeitei-te em tudo o que fiz. Eu ouvi-te com toda a atenção. Eu observei-te todos os pormenores. Eu confiei em ti com tudo o que tinha. E, mesmo assim, deixaste-me. Não sei porquê, talvez nunca venha a saber. Mas continuo a amar-te. Continuo a querer-te. Continuo a respeitar-te, a ouvir-te e a observar-te. E sabes o que dói mais? Saber que não fazes o mesmo. Ver-te partir como se eu não fosse nada, como se tudo o que tivemos fossem meras lembranças. E, para ti, talvez sejam.

Deixaste-me sem nada. Aliás, deixaste-me tudo. Deixaste as memórias dolorosas, as promessas desfeitas, as expectativas quebradas de um futuro a dois, a dor que cada dia é maior, as lágrimas que não cessam e a saudade crescente. E sabes o que me faltou? Amor. Deste-me tudo, menos amor. E depois foste, como se nada acontecera.

Lamento dizer-te que já não sou tua, não sou de ninguém, sou de mim própria. Aprendi a viver, a lutar, a sorrir e a ser feliz sozinha. Ainda dói, é verdade, mas agora é uma dor escondida, que só se mostra quando oiço o teu nome, ou quando te vejo.

Espero um dia poder dizer ‘eu superei’ e, aí sim, serei feliz.

No entanto, obrigada. Obrigada por todas as memórias mas, principalmente, obrigada por me teres deixado. Porque isso fez com que eu abrisse os olhos e aproveitasse o que a vida me dá, sem esperar por companhia.

Obrigada e até um dia,

De uma rapariga que sempre te amou mais do que ninguém.


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