Desisti de mim mas não de ti!

E eu abandonei-me. Simplesmente saí de mim. Saí daquilo a que chamam corpo, a que chamam de alma, a que chamam a essência do ser. Desisti de mim mas não de ti, apenas porque me pediste, porque eu não sou de quebrar promessas mas, ultimamente, tenho quebrado muitas delas.

Saí de mim porque eu já não lá fazia falta, estava tudo vazio, faltavam pedaços, reciprocidades, condimentos. Faltavas-me tu. Faltava-me eu. E eu estava perdida. Não sabia onde estava. Apenas por aí, divagando sabe-se lá por onde. Não sabia o que fazer. Apenas observava tudo o que se passava à minha volta e eu dissipava-me nessa roda, ficava desfeita nessa montanha russa.

Perdi-me porque fiquei sem coordenadas, sem chão e sem céu. Mas tudo o que chamamos de maravilhoso e extravagante tem uma escuridão: o Sol quando atinge em objetos causa sombra; a música quando nos afeta esburaca-nos e deixa-nos vestígios sombrios; e tu. Tu que quando incides sobre mim, deixas-me profunda e desamparada, deixas-me marcada e eu perco a personalidade pela qual tu te apaixonaste.

Não há nada que eu possa realmente dizer, apenas que preciso de me liberar, de respirar e que preciso de partir sem ti, preciso de ser verdadeira comigo mesmo. Ainda assim, não reconheço o caminho correto e o caminho incorreto…

PORBeatriz Velez
Partilhar é cuidar!

RELACIONADOS




PELA WEB

Loading...