(…) desejo em seguida mil sorrisos em tua face querida!

Perante um aroma sou combalido em frente de um coração vivo que palpita de emoção por estar ferido. Nada do que digo, escrevo, faço, nada é apenas fracasso ao descrever o encanto do ser que vejo e no entanto sequer ouso querer um beijo.

O que sobra afinal? Poemas sem dono? Poemas volantes mas presos ao papel amargos como o fel. Talvez nem Sonantes ou criativos fracos empobrecidos da rudeza do que escreve com uma pena de dor. Mais valia escrevê-los em traço incolor.

Destiná-los ao vento a Eolo e ao seu fervor. Pois pensava Apolo ter conhecido grande dissabor pobre então daquele que nem seu odor nem junto ao solo tem seu amor.

Mas os planos são gorados nas encruzilhadas dos afectos tantas vezes insurrectos então corro, fujo e abandono como cão escorraçado para não incomodar com minha presença esses ares da tua inocência  e mesmo longe não deixo de fazer a minha missão à qual por compaixão faço por entre minhas lágrimas em tua dedicação. Pois me assombra uma só tua lágrima caída e desejo em seguida mil sorrisos em tua face querida.


PELA WEB

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