(De)Lírios de Amor!

"Dor não é cair e magoar os joelhos, não é cortar o pé numa rocha da praia. Dor é tudo aquilo que faz o coração doer, dor verdadeira é aquela que morre no dia que deixamos de respirar."

Não entendo a bagunça que me tornei. Sou o erro dos meus erros. Faço tudo errado quando me importo demais, e o pior de tudo, é que me importo sempre.

Talvez o meu erro seja sonhar demais, talvez seja esse o meu destino sonhar e não alcançar. Tenho medo de não ser suficiente e medo de não corresponder a tudo que esperam de mim. Queria alguém. Queria alguém que gostasse do meu caos. Alguém que não se cansasse tão fácil, que me fizesse rir em vez de chorar. Quero encontrar alguém que sempre valha a pena, alguém que sempre vai estar comigo quando eu precisar.

Recolho-me no meu canto e penso muito, penso demasiado e às vezes penso que não devia pensar.

Por vezes é mais fácil ficar sozinho, ninguém quer ficar sozinho é verdade, mas não será melhor? Porque, e se descobrir que preciso de amor e não o tiver? Se gostar e depender disso? Se modelar toda a minha vida em função de alguém para no fim acabar? Será que conseguimos sobreviver com essa dor? Perder amor é como perder um órgão. Por vezes é morrer. A morte acaba, mas essa dor pode durar para sempre.

Depois de algum tempo vamos descobrir o verdadeiro significado da dor. Dor não é cair e magoar os joelhos, não é cortar o pé numa rocha da praia. Dor é tudo aquilo que faz o coração doer, dor verdadeira é aquela que morre no dia que deixamos de respirar.

Por isso às vezes a solução certa é desistir. Quando os sentimentos não são saudáveis, desiste. Nada é para sempre, nunca foi, agora não seria exceção. O jeito é voltar as costas e caminhar, dar pisadas firmes, largar as mãos presas. Não é fraqueza, é medo de sofrer e cair fundo.

Não quero ter o que todos sonham ter. Não quero uma vida planeada, não quero o meu rosto esculpido numa estátua. Só quero uma coisa, um alguém e um sorriso. Se tiver isso irei ter mais que qualquer um neste universo de imensidão.

A incógnita do futuro atormenta-me e mata-me. Não conheço o amanhã, ou não faço ideia do que vai acontecer daqui a uns minutos, vou estar vivo? Não sei se vou acordar bem, se vou sorrir, se vou estar triste a ponto de desistir de tudo. Ninguém sabe o amanhã ou o depois de amanhã, essa é a única verdade, mas no meio de tanta incógnita e incertezas sei que te quero do meu lado.

Ontem, no meu regresso a casa observei a lua, perguntei-me se estarias a pensar em mim e se desejarias estar comigo com a mesma intensidade que sinto.

Não sou complicado, só tens de aprender a ler-me com o coração. Metade de mim escondo no olhar. Não sou fácil, mas não desistas. Um dia vais entender que gosto do exagero. Que se lixe a lógica, dá-me a emoção de tudo que me faz sentir vivo. Por vezes digo uma coisa, mas quero dizer outra. Peço desculpa vezes sem conta, mas não te fartes de mim como sempre fizeram. Mereço ser amado nem se seja uma vez na vida ou estou errado?

Perdi as contas das vezes que sentei no meio da cama e supliquei para ser normal.

Sou uma confusão de sentimentos, sou o lápis e o papel no meio de um texto confuso que me define.

 

Um dia vou morrer, mas imploro-te que não me mates no teu coração.