Definições de Amor…

Em uma das minhas inúmeras definições para tal sentimento, “loucura” o definiu por um bom tempo.

Amor não, eu mal o conhecia e tudo, tudo naquele garoto me fascinava. Até o cenário aonde ele se encontrava vomitando de bêbado, sob um céu glorioso, fez com que eu o desejasse, e naquela noite, quase tão alcoolizada quanto (porém ainda em pé) fiz com que o desejo caísse junto com ele, e me derrubasse, naquela grama mesmo. Foi o primeiro passo de um labirinto que começava ali.

No dia seguinte,  a imagem dele fez companhia pra ressaca e a dor de cabeça não era maior que a vontade de estar em sua companhia.

Porquê?

Eu procurava a resposta encarando o tecto do meu quarto, enquanto ele, dentro de mim, conseguia ser maior que todas as consequências da noite seguinte de um porre.

A ressaca passou e minha loucura começou a se tornar preocupante, quisera eu poder optar e conviver com aquela dor de cabeça mais uns 3 meses, mas não desejar tão fortemente a maldita presença do cara (supostamente) proibido pra mim.

Me agarrar às vagas lembranças daquele beijo com gosto de qualquer vodka barata, ao conforto daquele braço que juntamente com o macio da grama e o brilho do céu que se confundia no misto de cores daquele par de olhos, me provaram de forma inconsequente que, sem quê, nem por quê, eu havia me apaixonado.

Seria aquele garoto marrento que andava de skate com pose de saber exatamente o que faz ou, simplesmente, aquele que temia os mistérios de um amor sem fundamento?

Com minhas declarações embriagadas, lágrimas involuntárias (que ameaçavam aparecer com a simples presença do cara) e muita, mas muita briga interna que terminavam em socos na parede, conquistei algo muito além disso.

Hoje ele ainda me fascina de uma forma filha da puta, muito mais do que quando começou. Mínimos detalhes dão um jeito de provar que eu me entreguei pra vida toda.

A mania idiota de mudar o timbre da voz para me irritar (com ou sem motivos pra isso), a delicadeza que o invade quando ele vira o rosto para o lado direito para sorrir, o modo como se irrita quando eu mexo a cabeça o interrompendo em uma das tranças que insiste em fazer no meu cabelo, o jeito convincente de implorar para que eu faça coisas as quais ele sabe que não farei (e não importa o quanto peça), os 15 sorrisos e expressões faciais que sempre o entregam, a firmeza com que me convence quase sempre (em casos já quase perdidos) e por fim, o cara é digno das inúmeras qualidades que o compõem, e como se não bastasse, ele é único.

Antes de o conhecer eu tinha certeza de que nunca conseguiria ficar com uma só pessoa, hoje sei que não existe uma pessoa capaz de tomar seu lugar.


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