Crivo Poético!

Porque me escolheste poesia?
Fiz frente ao teu planalto?
Nem sempre me abunda a sabedoria;
Por vezes surge de assalto…

Conheço poetas analfabetos;
Seres sensíveis que interpretam o mundo;
E energúmenos estudados;
Que não deveriam falar nem um segundo…

Olá vitória secreta dos meus quelhos;
Em boa hora me serviste;
De fuga aos sinuosos eventos;
Para que apurasse o dandismo que me assiste…

Claro está;
Que séria é a minha intenção;
Para com quem comigo errará;
Pois o pretensiosismo não é a minha devoção…

Concreto não terei sido;
Tão pouco esclarecedor;
As minhas palavras são apenas o caminho;
Para um lugar enternecedor…

Regatas de sensações aprisionadas;
Esplêndidas oportunidades para criar;
Com a poesia na frente das bestas;
É inevitável sonhar…