Complexidades…

Vivemos das sensações inúteis. Na esperança da concretização de sonhos desnecessários. Vivemos na vinculação com o irreal. E julgam-nos felizes.
Todos nós o julgamos.

Na ausência de dor, comece a sorrir. Diziam eles. Considerando-se sábios. Quando nem sabiam que na verdade o mundo não avança todos os dias. Existem dias em que recua. E outros em que avança em dobro.São tão sábios que quando perguntei o que era o amor, olharam-me estupefactos. Como se de uma estranheza se tratasse. Que é afinal o cabrão do amor?

Uns diziam, que era conseguir dar liberdade a uma pessoa caso isso a fizesse feliz, e fá-lo-íamos por amor. Destruindo logo a nossa felicidade, e em consequência o amor próprio. Não é a felicidade uma das evidências do amor?-Perguntei.
Não encontraram também resposta para esta.

Olhei-os na esperança de receber respostas que tardaram a vir. E que quando chegaram foram uma decepção e tanto.

Amar é amar.- disse uma rapariga que teimava em olhar por cima dos óculos – nem sei para que os queria se olhava por cima deles- E o que raio é amar?- Teimei eu.

Desta vez não me venceriam.
Pousaram em mim todos aqueles olhares que verificavam o passado e tentavam descobrir nas experiências passadas o que era afinal o amor.
Alguma vez aqui alguém amou alguém? Olharam todos uns para os outros com receio de levantar a mão. Eu compreendia, como saber se se sentiu algo, que nem se sabe o que é?!

Existia o amor familiar, mas todos sabíamos que não era a esse que eu me referia.
Nenhum tinha amado, ou julgavam não o ter feito.
Que sabedoria têm afinal o ser humano quando se depara com a complexidade do amor?

Nenhum tinha amado, mas não era tarde demais. Levantei-me e sai, disposto a descobrir o que afinal era esse tal de amor que toda a gente tentava encontrar, inclusive eu.


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