Como é tão difícil não te ter…

É cada vez mais difícil suportar este vazio que se instalou no meu peito. Um vazio tão pesado. É cada vez mais difícil acordar e saber que não estás mais aqui. Lembras-te quando dizíamos um ao outro que nos amávamos mais a cada dia que passava? Agora além do amor, aumenta a dor por não te ter. É pior a cada minuto. Pior a cada segundo que passa.

Será que continuas a pensar em mim? Será que ainda tens esperança de que algum dia iremos ficar juntos? Será que também sentes esta pontada horrível no peito? Ou sou eu? Serei apenas eu? O meu coração diz-me para esquecer tudo, pôr tudo para trás das costas e ir buscar-te. Diz-me que te amo e que não vou encontrar outra pessoa como tu. Avisa-me de que talvez esta seja a minha última oportunidade para tentar ficar com o amor da minha vida. Ameaça-me, dizendo que se não tentar agora, poderei nunca mais ser feliz como fui contigo. Mas o meu cérebro, ah, o meu cérebro… impede-me de lutar por ti, por nós.

Proíbe-me de correr ao teu encontro, proíbe-me para não magoar o coração. O cérebro, o centro de toda a atividade no nosso corpo, o dono de todos os nossos pensamentos, não me deixa correr para não tornar irreparáveis os danos que possam vir a ser causados. Como é difícil não te enviar uma mensagem, não te ligar, fingir que não me importo. É difícil ser dura quando o meu coração é tão mole. Fingir que não te quero quando és o meu maior sonho. Dizer-te que não podemos estar juntos quando sei que, mesmo por breves instantes, seria o melhor momento do dia. Tentar acreditar que não preciso de ti quando sei que apenas uma palavra tua diminuía o meu sofrimento. Ah, como é tão difícil aceitar que acabou… quando eu ainda te quero tanto.


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