Começo no início e acabo no fim…


 

Começo por não saber o que dizer
Mas logo me ocorrem tantos pensamentos que não sei quais deles escolher
Em primeiro lugar gostava de te agradecer por me teres deixado te ter
E deixado de me ter para que eu pudesse aprender

Em segundo lugar não há mais nenhum lugar onde eu queira estar neste momento
A não ser ao teu lado nesta terra que faz tanto vento
Eu não estou ao teu lado mas não lamento
Lamento pelo que fiz e pelo que não fiz ao longo do tempo

Agora sou capaz de sentir o vento por um corpo só e o vento não reclama
Porque o vento não ama empurrar-me, o vento ama sentir os limites do meu corpo
Fico com frio quando o vento me desafia e assobia, uma rocha não tem frio
O vento reclamava se tivesse de empurrar dois corpos, pois juntos seriam uma rocha

Em terceiro lugar o vento não tem culpa, eu é que quis culpar o vento
Por ser tão confuso apenas pude usá-lo a ele, um ser sem sentimento
Existem infinitas questões questionadas por mim por responder e outras já respondidas
Perguntas e respostas, questões, têm de ser resolvidas, por ti e divididas por nós dois

Como sempre tudo tem limites e o limite do tempo das minhas palavras aproxima-se
Como tal deixo-te aqui a minha saudade de forma eterna e gradualmente positiva
Como eu quero ficar equilibrado peço-te que deixes a minha saudade gradualmente estável
Eu sou amável, eu não juro, eu não prometo, eu faço acontecer até ao fim

 

15º Campeonato Nacional de Poesia de Pedro Chagas Freitas

Jornada 10

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