Coisas que só nós sentimos.

As saudades que insistem em não ter um botão off para eu poder descansar. Descansar da dor que sinto, pela falta dos que amo. Aqueles que lá ficam e só avisto de ano a ano. Os dias diferem, bem como os momentos. Há dias que não penso, há momentos que me fazem pensar. E desses momentos não posso fugir. Acaba por ser um sentimento contraditório, porque esses pensamentos fazem com que, por momentos, eu esteja lá. Mas ao mesmo tempo fazem com que perceba que lá, é onde eu não estou. A mágoa de sentir que ninguém faz ideia do que é sentir isto. E todos acharem que percebem aquilo que não vivem. Não percebem, ponto.

Poderia tentar explicar, poderia fazer com que todos ficassem elucidados, mas seria uma mentira. Ninguém percebe…esses que isto, não vivem. O mais interessante…a parte melhor de tudo? Talvez ficarmos a entender a 100% a falta que tudo e todos fazem. Por muito que se saiba que gostamos das pessoas, aquela tal frase paira no ar:

“Não sabes o que tens, até ´não teres´ mais.”

Por muito que no fundo todos saibam o que têm, aquele valor dado aumenta pelo facto de não terem mais. Não ter o fácil acesso, o contacto directo, as conversas todos os dias, os encontros, etc. Poderia ser lógico afirmar que a webcam se tornaria a nossa melhor amiga, mas eu não vejo assim. Ela é aquele objecto que parece que se ri para ti de forma maléfica, como se soubesse que dela e só dela dependes. Sem ela, não és nada. A única forma de contacto com tudo o que lá deixaste.