Chega de velhas desculpas…

Se se pode mudar, porquê estagnar? Ano novo, vida nova. E porque não? Porque tem de ser apenas o típico clichê, a típica frase sem valor? Não tem. Porquê estragar mais 365 novas oportunidades de se ser feliz, mantendo tudo igual? Chega de não sermos quem queremos!

Ano novo, vida nova. E porque não? Porque não achar que grandes coisas estão por vir? Estão, a partir do momento que se decide recomeçar uma história, seja ela qual for. A partir do momento em que se prefere substituir o ”um dia farei” por ”é agora”, o ”era uma vez” por ”é desta vez”. Se todo o fim é um novo começo, porque não exigir de nós mesmos que seja para valer? Que seja com mudança, com tempo para amar, com tempo para perder com quem nos faz bem, com aprendizagens, com produtividade, com solidariedade, com grandes amizades, com a nossa família, com auto-estima, com novas responsabilidades e principalmente, com atitude. Basta haver atitude para tudo o resto vir por acréscimo. Podíamos pedir saúde, paz, igualdade… Mas porque não desejar apenas atitude? Atitude dá valor ao verbo mudar. E valor é o que se deve dar às pessoas porque o simples ”querer” não faz ninguém voltar, não trás ninguém de volta. Por isso no novo ano vamos valorizar.

Ano novo, vida nova. E com isto chega de nos acomodarmos. De vermos o que nos aborrece, de fazermos por obrigação, de sentirmos por carência que engloba razões que a dignidade desconhece. Por isso no novo ano vamos superiorizar a nossa dignidade e sempre que acharmos que o caminho é o errado, não esperemos e mudemos de direção, num piscar de olhos. Afinal, porquê estragar mais 365 novas oportunidades de se ser feliz? Vamos dizer obrigada e de nada, ser educados como deveríamos ser sempre. Vamos ser fortes como tentamos ser dia após dia, mas sem nos enganarmos. Sabemos que somos fracos, às vezes. Muitas vezes. Mas chega de chorar até dormir ou de ir dormir para não chorar. Chega de desculpas sem sentido, de desculpas repetitivas. Chega de velhas desculpas para não se ser feliz. Vamos admitir que sentimos, que gostamos, que adoramos, que amamos. Vamos viver de forma a sentir-mo-nos bem connosco porque nada é mais importante que isso. Venha um ano fora do normal, fora do comum.

Ano novo, vida nova. E que seja mesmo assim. Uma nova vida como a brisa que passa, que vai e vem sem limitações, como a água de um rio que se movimenta como e por onde quer, como as ondas do mar, agitadas mas seguras. Que consigamos dizer que nos preferimos a nós e não a alguém. Mas que consigamos preferir alguém e pertencer-lhe por inteiro. Que afirmemos ser felizes e que o fim chegue e o sentimento que trazemos connosco seja de tarefa bem concluída, trabalho bem classificado e não de tempo perdido. Chega de arrependimentos antigos, de velhos erros do passado e de desejos por concretizar. Chega de cair nos mesmos erros pois há muitos novos para cometer. Porque não usar mais um ano mas desta vez para viver? Viver e fazer com que 2016 seja realmente diferente e não apenas da boca para fora. Conseguimos tudo se houver atitude.

Ano novo, vida nova. E assim será.
Contigo.

PORMarta, Alentejo
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