Castelos de areia…

Por favor, segura a minha mão e não me deixes partir. Olha bem no fundo dos meus olhos e verás a dor, a angústia e o desespero. Eu estou a definhar.

Eu tento manter-me forte, mas as minhas pernas cedem um pouco mais a cada passo que dou. Lutar contra areia movediça é arriscado, quanto mais pelejo, mais me sinto afundar.

O sol nem nasceu esta manha e eu continuo perdida na escuridão sem conseguir alcançar um pontinho de luz. A fé cá dentro vai estremecendo e eu sei que o caminho certo não é o caminho fácil.

A dor apagou os meus sorrisos. Eu que sempre fui tão certa de mim hoje não me reconheço mais no espelho.

Eu sei que assim que virar as costas ao amor, falhei.

Eu não quero perder mais um dia sem tudo aquilo que tens para me dar, sempre foste o meu porto seguro, sem ti eu sei que não tenho norte.

Eu não quero perder mais um dia sem tudo o que preciso para viver.

Repito sempre os mesmos erros, e seria natural que agora me virasses as costas, pois tenho vindo a quebrar todas as minhas promessas e as minhas palavras embora soem bonitas são traiçoeiras, porém permaneces ao meu lado.

Sempre que durmo no teu colo e escuto o bater do teu coração eu sinto que o teu amor ainda é imenso.

Tens um bilião de motivos para me abandonares, mas não o faças nunca, porque o meu amor é a maior verdade em meio a todas as mentiras que vivemos.

Pode colar-se o que se quebrou, mas se formos nós a colar saberemos sempre exatamente no nosso coração onde estão as fracturas, portanto é de ti que preciso, fica comigo.

Porque eu tentei acreditar nos meus castelos feitos de areia, que eventualmente caíram no mar. Os meus pés não encontravam a terra seca, e tu vieste e deste-me a mão, então por favor não me largues agora, mantém-nos firmes.

PORLetícia Brito
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