Carta para um Príncipe

Sei perfeitamente que achas a minha letra horrível, a verdade é que ela pode não ser a melhor, mas por vezes escreve coisas bonitas e carregadas de sentimento. Sei porém que não escrevo tão bem quanto tu escreves, apesar dessa pequena divergência gostaria que ficasses com esta simples carta, simples mas complexa, quero que a leias sempre que qualquer coisa se intrometa na nossa felicidade.

Sabes quando finges que não te importas? Pois bem, eu odeio quando o fazes. Odeio quando ficas frio, arrogante e distante para mim, odeio quando não me contas as coisas, até quando alguém fora do teu círculo de amigos fala contigo eu odeio. Quantas vezes não tens paciência para mim, oh se soubesses o quanto eu detesto isso, até mesmo quando demoras a responder as minhas mensagens. Não suporto quando rejeitas as minhas desculpas. Odeio-te! Odeio-te por fazeres com que não te consiga odiar.

Mas quando eu digo – eu amo-te –  acredita que o digo de coração, sei contudo que, com esse teu mau feitio tens o teu modo de amar, assim como eu …um modo torto mas verdadeiro, meio exagerado mas infinito.

Amar-me pode não ser uma tarefa fácil, mas peço para que nunca te canses de mim, nem deste meu modo de amar, porque eu nunca te quero perder.

Tenho as minhas inseguranças, mas não te fartes dos meus medos nem da minha fragilidade. Não te fartes da minha infantilidade nem mesmo dos meus exagerados ciúmes. Aceita o meu mau humor como eu aceito a tua arrogância. Aprova a atenção em demasia que te peço, mas nunca te canses da minha imaturidade. Nunca te canses!

Eu amo-te, e, apesar de tudo sei exatamente aquilo que quero, eu quero-te a ti.

És o meu homem e o meu príncipe.

Enfim és o meu sonho tornado realidade.

(Hoje leio esta carta para lembrar os bons momentos que tivemos. Espero que o futuro volte a unir aquilo que o passado fez questão de separar.)

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