A carta que nunca irás ler…

A ti e a um nós que não resultou…

Espero que tenhas encontrado a pessoa certa. Espero que ela seja melhor que eu alguma fez fui para ti. Espero também que ela te dê, pelo menos, tudo aquilo que eu te dei, se não mais que isso. Que ela te ligue todas aquelas noites solitárias em que não estás em ti. Que ela te encoste à parede e te obrigue a desabafar com ela quando não estás bem pois caso contrário, ela nunca obterá nada de ti. Espero que ela te oiça mas sobretudo, espero que ela oiça aquilo que tu nunca dizes.

“Ainda pensas em mim?” é talvez a pergunta que mais vezes me paira na cabeça. “Ainda tens saudades minhas?” acompanha-a de seguida. Ainda sentes tudo aquilo que antes não sabias explicar? Ainda sorris ao pensar em tudo o que passámos? Ainda te lembras de todos os passeios que demos, nas chamadas intermináveis que fizemos, nas conversas por mensagem sem fim, em todas as discussões saudáveis, ainda te lembras? Ainda pensas nisso? Será que te lembras de mim 1/10 do que eu me lembro de ti?

Tenho tantas saudades tuas, já te disse? Já disse também que te quero de volta ou que preciso de ti aqui? Que voltem todas as discussões em que não arranquei nada de ti, todos os passeios que reclamavas por teres de andar, todas as voltas de mota em que me agarrei a ti com medo de cair, todas as vezes que me agarraste a mão ou até mesmo que meteste uma madeixa do meu cabelo atrás da minha orelha. Que todos esses momentos voltassem era tudo o que eu queria, contudo, querer nem sempre basta e eu lamento isso por tudo aquilo que nós não fomos e poderíamos ter sido.

Depois disto tudo não há grande coisa a dizer, eu só espero que não me esqueças. Espero que não esqueças a nossa história, isto é, se lhe posso chamar assim e que não esqueças tudo o que, a bem ou a mal, passamos juntos. Espero também que ela te dê tudo aquilo que eu não te consegui dar mas sobretudo, sobretudo espero que tenha valido a pena.

PORUma Mente Perdida
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