Carta de uma afilhada esquecida

Sinto que foste embora cedo demais. Aliás, nem me chegaste a conhecer. O meu coração fica do tamanho de uma ervilha quando penso em ti. Gostava que estivesses mais presente: Que me desses mais atenção!

Por escolha ou simples obra do destino, a verdade é que já não te lembras de mim. Fazes-me acreditar todos os dias e todas as noites que sou a culpada do teu distanciamento desnecessário.

Sonho com o dia em que vens a minha casa (e não me encontras por acaso – como outrora) e me pedes humildemente que te perdoe pelas tuas atitudes erradas. Nesse dia, quero-te consciente que a dor permanecerá no meu peito e que um simples perdão não apagará nada. Talvez nesse momento, eu já tenha percebido, finalmente, qual é a tua verdadeira essência! Irei começar a formar-me de acordo com a melodia da realidade e irei dançar lado a lado com a lealdade.

Quero que saibas que a minha alma fica completamente nua quando os meus amigos “se gabam” das madrinhas que têm… E quando me perguntam por ti, eu digo “Não sei”, porque a verdade é que eu não sei mesmo. Fujo de tal assunto… Sobre ti, o pouco que sei, está sob as nuvens.

Mas sabes, depois deste desabafo, posso dizer-te que já não vale a pena submeteres-te aos meus “pedidos”. Sinceramente, tenho pena que só te tenhas lembrado de mim quando soubeste que era depressiva. Deixo a teu critério avaliares se as tuas atitudes durante 16 anos foram boas ou más.

Amei-te,

Uma afilhada esquecida.

PORBeatriz B
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