Carta aberta a ti que me olhas com tristeza nos olhos!

Não sei bem se devia se intitular isto uma carta. Foste bastante especial para mim, e apesar de não o querer admitir a muita gente, ainda mexes comigo e com os meus pensamentos. És o último a aparecer nos meus pensamentos antes de adormecer, li à poucos dias qualquer coisa do género “a última pessoa em que pensas antes de adormecer é alguém de quem gostas muito ou alguém que te causa muita dor.” Neste momento consigo catalogar-te nos dois tipos de pessoa, és sem dúvida alguém de quem gosto muito mas também és alguém que me causa dor.

O que se passou entre nós não foi uma cena normal, foi um corropio de emoções a acontecerem aos trambolhões na minha vida. Foi o “one night stand” mais duradouro da minha vida. Terminou por erros de parte a parte, tenho pena sim que nunca me deixasses lutar por ti, que quando eu te disse que estava disposta a lutar por ti acima de tudo, tu disseste que só querias pensar em ti e não querias com isso fazer alguém infeliz.

Agora custa-me saber que tenho os teu olhar cravado em mim, foste tu que deitaste tudo a perder. Eu quis lutar e tu não me deixaste. E quando por meros nanossegundos trocamos um olhar, vejo a tristeza que não querias provocar em ninguém lá espelhada. Foi uma decisão tua, tu que sempre quiseste parecer o Sr. Feliz olhas para mim e pareces um cachorrinho abandonado. E acredita, o meu inconsciente por um lado adorava correr em direção a ti e encher-te de beijos até voltar a ver alegria no teu rosto. Mas nunca me deste essa oportunidade sempre a preferiste a ela.

Sei que te transformas e que decididamente não és a mesma pessoa quando trocamos algumas palavras, consigo-te fazer feliz na troca casual de palavras. Só te odeio por uma simples coisa, cortaste-me as asas quando eu comecei a sonhar contigo e a pensar que até podia resultar. Quando a muito custo te admito que gosto de ti, dizes que também gostavas de mim, trocamos confidências num sábado à noite durante a madrugada separados por kms. Admitimos erros e fizemos declarações, não de amor eterno porque o eterno pode demorar só uns segundos e o amor não está na minha lista de “o acreditar”.

Fugiste-me entre os dedos, agora não me olhes como me olhas que até eu fico constrangida de te olhar e teres tudo para transpareceres felicidade e não transpareces. Eu gostava bastante de ir à luta novamente mas “perdi a fé e deixei de ir à luta, porque perdi a fé nessa luta”. Quero que apesar de tudo que saibas que te adoro que podes contar comigo para o que for preciso mas por favor, quando olhares para mim finge um estado de felicidade plena.

PORAna Xpadinha
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