(…) caí imensas vezes e chegou a hora de viver, novamente!

Tenho saudades de me sentir vivo, saudades de sentir um verdadeiro sorriso e de falar verdades perante mentiras de “bem-estar”. Tenho saudades de acreditar que tudo se vai resolver e que não preciso de ter medo de estar sozinho.

Há momentos, memórias e alturas na vida em que parece que o tempo nunca mais passa, olho para o relógio e ele não se mexe … Desespero enquanto espero!

A vida é contraditória! E eu acho que me esforço demasiado em quase tudo o que faço e a tentar entender o tempo e as pessoas, os sentimentos e as emoções e no meio disto sinto-me ainda mais a morrer. Qualquer um para aprender tem que cair. E eu caí imensas vezes e chegou a hora de viver, novamente.

Por vezes, não fica rigorosamente nada. Aprendi amar e esse amor odiou-me. Aprendi a sorrir e esse amor entristeceu-me. Aprendi a viver e esse amor matou-me. De um momento para o outro estava eu sem forças, seja para andar, comer ou até mesmo para sair de casa e fingir um sorriso. Estava eu na cama, tanto adormecer e acordar e a pensar na vida que não conseguia viver.

Para viver, temos de acreditar e arranjar as maiores forças para não cair ainda mais. Tenho de ser sincero: EU FALHEI! Falhei redondamente na promessa de te fazer feliz, falhei na promessa de que iria sempre cuidar de ti, na promessa de que abraços não te faltariam e que beijos de bom dia sempre te acordariam, falhei na forma de como me apaixonei por ti, falhei em não agarrar mais oportunidades, falhei, falhei e falhei mais e outra vez…

Podes escolher a forma como me tratar, mas eu só quero voltar a viver, novamente.

Sou egoísta ou se preferires um cabrão por não gostar que decidas deixar-me, sou um egoísta ou se preferires um cabrão por detestar a ideia que te podes apaixonar por outra pessoa, sou egoísta ou se preferires um cabrão por não conseguir compreender essa vontade de liberdade, sou egoísta ou se preferires um cabrão por ter um medo constante de te perder, sou egoísta ou se preferires um cabrão e é isto.

Pensei numa forma de amor, numa forma de vida, mas vamos ser sinceros, amor que dói como a suposta morte, não pode ser amor. Quando tu amas, isso é um ato violento nos dias de hoje, chegamos mesmo a oferecer a nossa vida a outra pessoa e depois quando tudo termina não sabes como viver, novamente.

Chegamos mesmo a fingir que não temos dor, chegamos mesmo a sorrir para dias de “bem-estar”, chegamos mesmo a morrer interiormente e a não saber viver, novamente.

Tudo o que eu quero é viver, tudo o que eu quero é sorrir, tudo o que eu quero é ter mais vontades de acreditar num dia melhor. Farei por isso, cuidarei de mim e serei livre para viver, novamente.

PORRicardo Pereira
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