Beira do precipício: Esquecemos o medo, saltamos e somos felizes?

Cada vez que te vejo tenho uma vontade enorme de te abraçar, mas por medo nunca o fiz. Medo impede-nos de muita coisa, mas este medo foi a ideia de que quanto mais te abraçasse mais tu te irias afastar. E prefiro ter-te perto sem te tocar, do que tocar e nunca mais te ter por perto.

Quando é que esquecemos o medo e somos felizes?

Nunca quisemos arriscar, tivemos medo de dar o passo em frente e agora estamos os dois à beira do precipício; mas cada um do seu lado.

Tu no país que tanto conhecemos, eu no país que conheço mas que parece não me conhecer. Perdemos a nossa oportunidade e não sei se haverá outra, porque mais cedo ou mais tarde vou-me cansar de esperar. Aliás, esperar por algo que sempre me disseste que não ia acontecer. Sou burra não sou?

Dizes-me que é impossível e eu mesmo assim tenho esperança que não seja. Mas queres saber uma coisa, eu desejo que essa esperança acabe. Sem esperança posso seguir em frente, virar costas ao precipício e encontrar alguém que me diga que é possível.

Não te esqueças que quanto mais longe do precipício eu estiver, mais alto terás de gritar para te ouvir e olhar para trás. Mas cuidado, vai chegar uma altura que já não vais conseguir gritar e eu já não vou ser capaz de ouvir.

Aproveita enquanto estamos os dois à beira do precipício.

PORInês
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