Atração gravítica… quem nunca teve uma?

Lá estava eu, sentada à espera de algo que nem eu sabia o que era. O meu olhar estava fixado na velocidade dos carros que passavam, naquele momento o meu coração estava calmo como o mar num dia de verão. Na minha cabeça ocorria um monte de pensamentos, tão desnorteados que hoje nem eu própria os sei erguer.

Virei-me para trás e os meus olhos por motivos que desconheço fixaram-se em alguém que era totalmente desconhecido ao meu campo de visão, tu. Tentava fixar-me novamente nos veículos mas naquele instante nem eles se moviam como que se tivesses parado o meu tempo naquele momento, baixei várias vezes a cabeça na tentativa de concentrar-me no meu telemóvel mas nem aquele objeto, que consegue puxar as pessoas da realidade me ajudou. De repente um movimento surgiu… o teu corpo começou a mover-se e aos poucos desfez-se misturando-se com o meu oxigénio.

Passaram-se dias e eu parecia que tinha uma atração gravítica em relação a ti porque de alguma maneira, desde aquele dia, o meu olhar encontrava-te sempre não sei se antes passavas por mim e eu não reparava ou se simplesmente foi o destino… de alguma maneira até o teu nome chegou às minhas mãos.

Colocaste tantas vírgulas na minha vida… para quê?

Quando pensei que só te ia ver passado alguns meses tentava manter-te vivo no meu pensamento para que eu tivesse uma maneira de te ter ao pé de mim até à próxima vez que te ia ver, nesse dia como por magia foste novamente colocado à minha frente e na minha mente quando te vi disse um simples “Até já” mas agora que percebi que aquele aparecimento inesperado foi o último, sei que era um “Até qualquer dia.”

Hoje, tu não passas de pensamentos que sei que nunca se vão materializar. Não te vou esquecer por um simples motivo… foste uma passagem importante da minha vida que me ensinou que o que não é para ser, não é. O meu livro pode ter ficado com uma página incompleta mas, por vezes, também há escritores que morrem sem acabar as suas obras porém como tudo na vida tem um rumo alguém pega numa caneta e continua a escrever e assim vai ser com o meu livro… alguém vai continuar o que tu te achaste incapaz de fazer.

Espero que um dia te possa agradecer.

Até algum dia!

PORACS
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