Assim, prossigo. Ou melhor, finalizo!

Quebramos a promessa pela última vez. Não tinha mais nada que podia ser feito.

Destruíram os sonhos e a pessoa que eu mais conheci nessa vida tornou-se estranha para mim.

Por uns dois anos vivi assustado. Reflexos de nós dois apareciam como sombras.

Se não tínhamos mais chance de prosseguir, não era justo que isso continuasse perturbando.

Sinais de que a batalha tinha existido permanecia ali, intactos. Era uma marca que machucava sem esforço. Por Deus, utilizei de todos os métodos e não sarava.

Mas a verdade é que na hora do ato não dói, o pior é depois quando começa a cicatrizar. E quanto mais você mexe, mais arde.

Procurei em santos e igrejas, nas mais diversas escrituras e nada me ajudava. Tudo me fazia lembrar.

Dizem que nosso corpo atrai somente a dor que ele suporta, mas aquilo era demais para mim.

Até que, certa vez, observando a natureza e analisando todo seu comportamento, percebi o que todos os dias as rosas têm a nos dizer e não conseguimos ouvir.  Talvez por falta de tempo, talvez por simplesmente ignorar, mas está tudo tão claro… Para chegar ao belo é preciso ter sido semente. E para ter uma análise profunda das rosas, é preciso aprender a lidar com os espinhos.

Foi quando me convenci de que doer fazia parte, mas tudo era uma questão de ponto de vista.

E você é só um ponto de referência na minha história. Um acidente que num momento de falta de criatividade minha mente projetou.

Assim, prossigo. Ou melhor, finalizo.


PELA WEB

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