Às vezes…

Às vezes sinto-me tão pequenina

Sem forças, somente frágil,

À espera de uma luzinha

Que brilhe em mim e seja ágil.

Às vezes o coração chora

Porque se sente sozinho,

A dor que não vai embora

E te deixa mesmo perdido.

Às vezes sinto-me nada

Um nada que muito me aflige,

Às vezes chega carregada

A arma que me atinge.

Às vezes sou só uma sombra

Um vasto de solidão,

Tentando achar uma onda

Para atirar meu coração.

Às vezes sou apenas eu

Com papel e caneta na mão,

Muitas vezes o papel estremeceu

Pela dor que parecia canção!

PORJoana Brito
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