Às vezes lembro-me de ti…

Às vezes lembro-me de ti… Da maneira como me olhavas, me admiravas e depois sorrias. Às vezes lembro-me do teu toque meigo na minha pele quente à espera de um carinho.

Às vezes lembro-me do teu cheiro, esse teu perfume que me envolvia e seduzia enquanto os teus braços seguravam o meu peito contra o teu. Às vezes lembro-me de como os teus lábios meigos e doces se uniam aos meus numa impaciência só tua, só minha, só nossa.

Às vezes lembro-me de como me perdia no teu olhar e de como mergulhavas no meu, e o mundo parava, nada mais interessava para além da luz dos nossos olhos que se derretiam a cada instante.

Às vezes lembro-me dos risos, dos sorrisos, das brincadeiras tolas fora de horas, das conversas mais sérias, reflexões sobre a existência e sobre o mundo. Também me lembro de como necessitavas de ser livre, de como amavas a liberdade e de como eu amava a liberdade.

Por isso, lembro-me também do porquê de nos afastarmos: devemos libertar aquilo que precisa de ser livre, para assim não nos sentirmos presos à ideia de o outro não ser livre por nossa causa. É assim, como um espírito meu mas sem o ser, como um espírito preso mas livre, que me lembro de ti.

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