As coisas que a vida tem!

Série de Textos: Ligações Mentais – Cap. 1

O meu caminho nunca foi certeiro, cheio de encruzilhadas, em todos os aspetos da minha vida. Este não foi excepção. Costumo dizer que a vida gosta de brincar comigo. Acredito que os nossos planos são traçados por nós, mas que antes sequer de saber mos que os vamos traçar já há um esboço traçado por alguém muito maior que eu, esse alguém escreve certo por linhas tortas, as minhas estão especialmente retorcidas.

Penso muito, pensarei demais? Questiono me o que raio foi isto, que entrou e saiu da minha vida, e eu nem tempo tive de perceber o que foi. Pergunto me porque. Não foi algo que eu tivesse tempo de planear, o esboço já estava feito e eu não planejei nada para aquele esboço. O timing não era o certo, pensei, anos depois ao tentar analisar algo que retirei da minha mente a fim de não passar por louca. Então veio a vida, tão natural como sempre, com o seu sentido de humor retorcido, voltou a colocar nos no mesmo lugar, na mesma hora, um em frente ao outro.

E eu fui invadida novamente com aquela irritação premente que afeta todas as células do meu ser. Tenho uma natureza calma, mas tu, desde o primeiro momento, és dotado de uma capacidade que ninguém tem. Irritas me desde o mais profundo do meu ser. Tenho vontade de fazer de ti picadinho só de olhar, a tua simples presença irrita me. O pior é que tu sempre achas te uma graça imensa em irritar me. Desde que descobriste que essa era a única reação que provocavas em mim que decidis te tirar o máximo partido dela. Com esse teu orgulho imenso essa tua presunção, vieste, chegaste, e tentaste abalar todos os meus alicerces.

O pior não foi irritares-me o pior foi quando percebes-te que afinal podias fazer mais do que irritar-me. O pior foi quando anos volvidos as nossas mentes de alguma forma louca e inexplicável se comunicaram. O pior foi a porta que se abriu e está até hoje escancarada, o pior foi levantar a bandeira branca entre nós, e se eu soubesse quem abriu essa porta e nos colocou na mesma estação sintonizados na mente um do outro, eu iria ao fim do mundo lutaria contra mil dragões mas fechava a porta de vez.

A vida teceu e eu dei graças aos céus quando sumi e te dei um sumiço. Mal eu sabia que a vida tinha outros planos e que esta tortura estava apenas a começar.


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