As cartas de Isis – O Hacker!

“Acho que a primeira maior loucura da minha vida foi quando conheci o Hacker, um inteligente sobre informática, sabia de tudo, as mãos ágeis no teclado do computador seduziam-me e de criança pura mudei para adolescente não tão ingénua…

O relógio marcava 10h00 e eu estava dentro do carro com o segundo amor da minha vida, ele no volante e eu do seu lado me sentindo como se fosse gente grande. Naquele momento eu estava completamente seduzida pela adrenalina que percorria o meu corpo todo, e como se não fosse suficiente, como toda menina na adolescência, arrastei a minha melhor amiga nesta história, para dar aquele apoio básico na mentira contada para os mais velhos.

Chegamos lá, naquela casa estrategicamente escolhida por mim, para uma tarde de muita comida e filmes. Só que foi ai que percebi que os planos que fazemos nunca são como imaginamos.

Os três deitados no chão olhando atentamente para a TV… foi então que pensamentos intensos passaram pela minha cabeça, olhei para ele e sorri, bastou isso para termos uma telepatia tão grande que a sua mão começou a percorrer o meu corpo silenciosamente

A adrenalina no auge, a vontade de querer mais daquilo, a vergonha da amiga ver o que estava prestes a acontecer… e o medo daquelas sensações desconhecidas? Nem assim hesitei, apenas sorria, como um sinal de: isso, assim está bom, continua. Mãos aqui, beijos ali, arranhões lá… foi o suficiente para deixar-me levar por aquelas mãos fortes e ágeis.

Bastou o primeiro sussurro com intenções indecentes para eu dizer que sim. Nesse mesmo momento levantamos, e como toda melhor amiga entende os nossos olhares, não bastou pronunciar uma única palavra, ela apenas sorriu e continuou concentrada naquele filme entediante.

Foi então que perdida dentro dos meus pensamentos, o desejo tomava conta de mim, a minha pele ardia, os meus olhos estavam fixos nos dele, um leve sorriso safado desenhado no seu rosto foi o suficiente para me render completamente, a menina assustada passou a mulher corajosa. Lentamente ele tirava a minha roupa, parecia que era de propósito para dar tempo de arrepender-me, beijos longos, caricias, mordidas e respiração ofegante…

Bom, o fim é previsível né?”