As cartas de Isis – O Hacker (2)

‘’Para minha insatisfação eu queria mais daquilo que ele podia dar-me, sim eu queria mais, muito mais… as oportunidades não apareciam, a vontade era imensa, e a sua ausência só trazia saudades. Mas não era da saudade que eu precisava. Então viajei. Sim, uma verdadeira e longa viagem.

Calculei a hora certa de entrar secretamente no quarto dele, tive o cuidado de ser tão discreta a ponto que ninguém me visse, afinal eu era a mestre dos disfarces. Liguei para o serviço de quarto e pedi velas aromáticas para tudo ser como eu imaginei. Uma coleção com 10 preservativos diferentes, (cada um com a sua função: retardante, mais fino, mais prazer feminino, anestésico, sabores variados, coloridos, que brilham no escuro… enfim…) foram colocados estrategicamente em cima da mesinha que fica ao lado da cama, pus a playlist cautelosamente escolhida por mim e antes que ele chegasse fui tomar banho.

Para minha surpresa (ou não) eu tinha esquecido a toalha, e só reparei nisso quando ele entrou no banho comigo e disse: ‘’trouxe a tua toalha, mas esqueci a minha’’. Nesse momento eu gelei, paralisei, não sabia se ficava excitada ou frustrada pelo meu plano mais uma vez não ser como imaginei.

Antes mesmo de eu reagir ele abraçou-me pela cintura e começou a beijar os meus ombros e a minha nuca, a cada beijo um arrepio debaixo daquela agua quente, o toque prazeroso, a respiração no meu ouvido, tudo aquilo seguia o ritmo da musica, e como boa dançarina que sou não podia deixar de acompanhar os movimentos. Olhei intensamente para ele, sorri e disse: vem, vamos para outro lugar. Ali mesmo, ele puxou-me para junto dele e consegui sentir todo o seu corpo molhado no meu, mordi os lábios e sai daquele lugar.

E claro, ele seguiu-me como se fosse um cachorrinho hipnotizado pelo meu charme. Apenas o seu instinto agia, de tal forma, que deitamos naquela cama espaçosa tornando-se pequena para duas pessoas loucas de desejo.’’


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