Aqueles Desabafos…

Será que eu posso te contar algumas coisas sobre mim?

Eu não o tipo de rapariga que acredita no amor, não fico imaginando textos românticos de forma a criar um livro, eu não sou do tipo de rapariga que espera pelo cavalo branco ou que acredita no famoso “felizes para sempre”.

Eu não vou mais atender as tuas chamadas as tantas da manha, eu não vou te convidar para jantar cá em casa. Eu não vou dizer que te amo nem vou pedir para dormir de conchinha comigo, porque isso só seria pior. Eu não quero o teu amor, por isso, pára!

Porque é que tu entendes me tão bem e me aceitas deste jeito meio bagunçado??

Por favor, pára, já doeu demais e eu não quero escorregar novamente nas tuas palavras… Eu não vou permitir-me cair novamente nessas armadilhas que o destino tem me armado, só para me deixar com a cabeça a mil há hora, e o coração desfeito..

Não tentes me convencer que desta vez vai ser diferente porque não vai, eu sei que não vai. Não me olhes dessa maneira como se conseguisses ver a minha alma escura e perdida, pára simplesmente de tentar curar as feridas que tu próprio causaste. Eu consigo fazer isso sozinha, quando eu tiver coragem de encarar a profunda confusão que está aqui dentro.

Pára de sorrir desse jeito, que me faz sair do eixo e querer pular para cima de ti. Pára, eu não posso, eu não quero, viver dependente deste amor, por isso, peço-te pára que eu não consigo resistir aos teus olhos lendo-me e descobrindo tudo o que eu quero esconder de ti…

Pára de segurar a minha mão como se fosse um copo de cristal, pára de me pedir pra tentar só desta vez, porque por mais que eu quisesse, eu não confio em ti, não consigo simplesmente…

É assim tão difícil de perceber que eu só quero um amor de verdade, eu não preciso de um amor de tirar o fôlego, ou um amor daqueles como os filmes românticos eu só preciso que seja de verdade, apenas isso!

Eu sei que sou demasiado teimosa e por vezes orgulhosa, que tem medo de admitir as coisas, mas eu nem preciso de admitir nada, pois tu descobres sempre tudo….

Por isso digo-te uma coisa, quando eu disser para ires embora, fica, eu sei que é confuso, mas eu sou assim mesmo, e tu sabes disso, eu sei que eu não devia pedir isto, mas eu tenho de ter certezas.

Tenta perceber, eu não posso me atirar de cabeça, porque os tombos já foram tantos que eu estou cheia de hematomas e eu tenho medo que sejas mais um….


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