Apaixonada por ti!

Hoje está um dia triste, a chuva frígida não para de sair das nuvens sombrias, as suas gotinhas agridem a minha janela tenuemente, numa melodia melancólica e repetitiva. O céu está encoberto e grisalho. E eu estou deitada na cama, com os pés para o lado das almofadas, a ler ” A rapariga no comboio”. Definitivamente não é o meu género de livro, mas resolvi sair da zona de conforto. E estou apaixonada.

Apaixonada sim. E quando escrevo, leio, ouço, penso, nessa palavra, penso em ti.

Sim em ti. Penso em como era bom bateres-me a porta, com um DVD qualquer, e umas pipocas doces e coloridas e passarmos este dia triste embrulhados no amor dos nossos corações. Apetece-me ir para o meio daquela imensidão de gotinhas inumeráveis contigo, e beijar-te interminavelmente enquanto as gotas escorregavam do céu e nos molham completamente, e mesmo assim não nos importamos e continuamos perdidos na nossa bolhinha, no nosso mundo, abraçados e apaixonados.

Tenho saudades e continuo apaixonada ao imaginar esse cenário.

Adoro cinema, e tenho saudades de lá ir contigo, de estarmos na última fila, com as pernas esticadas nos bancos da frente, e com a minha cabeça encostada no teu peito, como é hábito nosso.

Tenho saudades de dizer coisas sem nexo, de rir sem porquê, de te ligar porque sim, de te beijar porque quero, de te abraçar para sentir o teu coração a palpitar e cada batimento acelerado.

Apaixonada e com saudades.

Saudades de percorrer aquele caminho infindo todas as horas de almoço, todos os finais de tarde a ver o pôr-do-sol, contigo, de mãos dadas, nas nossas conversas e pensamentos diferentes que acabavam pensando o mesmo. Em nós.

Com saudades e apaixonada.

Apaixonada por ti e por cada traço díspar do teu coração, por cada artéria distinta, por cada palpitação atropeladamente forte, por cada sorriso e abraço espontâneo, por cada beijo amargo e quente, pela tua voz ténue que eu adoro ouvir nestes dias gelados, que me aquecesse por dentro e faz o meu coração bater de novo com um suspiro de beijos.

Apaixonada e sem promessas.

Não quero prometer-te o mundo, quero contruir o nosso mundo contigo. Não quero prometer-te amar-te para sempre, quero apaixonar-me a cada dia. Não quero prometer-te um beijo, quero que me o roubes sem motivo. Não quero prometer-te um sempre, quero amar-te perpetuamente.

Apaixonei-me por ti, e como consegues fazer-me apaixonar por cada risco do teu corpo, por cada pedaço da tua mente, por cada beijo dos teus lábios.

Tenho saudades de ti, saudades incontroláveis sem fim, porque te amo a cada segundo.

A chuva já parou, o dia continua cinzento, mas o meu coração já bate mais feliz por te ter seu lado.

És sem dúvida o melhor de mim.

R, 11.


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