Aos meus amigos!!!

Aos meus amigos…

Àqueles que em dias de breve sombra souberam ser fulgurante sol e que em dias de custosa chuva foram abraço de corpo vagabundo. A quem firmemente me segurou a mão quando o mundo bruscamente me tirou o chão e a quem em lágrimas de dor me mostrou doce sorriso de amor. A eles um obrigado!

Aos meus amigos…

A quem me disse para corajosamente saltar que comigo conquistava o vazio da dúvida. A quem ousou gritar mais alto que o meu cansado coração e que na minha desolação viu capaz início num futuro que eu achava perdido em sombras de esgotado passado. A eles um obrigado!

Aos meus amigos…

Que me ouviram, ouviram e ouviram um pouco mais. Durante dias foram fiel diário de mulher desaparecida, público empenhado de artista sem originalidade. Na rotina da conversa sempre encontraram esquinas de alegria e em noites sem céu colocaram estrelas feitas de carinhos guardados. Em palavras gastas juraram novos sentidos e em olhares ensonados juraram a simples eternidade do aconchegante “Estou aqui”. A eles um obrigado!

Aos meus amigos…

Que comigo celebraram amores, amaldiçoaram desamores e viveram muitos mais que a história não sabe contar. Que no próximo me encontraram uma esperançosa solução mas foi no amigo a meu lado que me mostraram intensa companhia. A eles um obrigado!

E, assim, com clara amizade ao peito e confiante olhar em promissor horizonte, traço com eles dúbio rumo… Mas já não temo a incerteza do amanhã, a solidão do quarto vazio ou a simples falta do respirar taciturno em ausentes dias. Com eles conheci a beleza do apenas estar lá, no silêncio das jovens almas que nossos risonhos seres preenche. Com eles aprendi que um corpo presente não torna real a emoção que peito de leal amigo soleva, vendo também nas breves ausências de suas figuras um motivo para celebrar a eternidade distante da amizade.

Mostraram-me verdadeiro amor na simples amizade que nos une e, assim, num entrelaçar maravilhado de jovens vidas tornaram fácil o infinito da felicidade!

A Eles um eterno obrigado!

PORPaula Cerqueira
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