Ao som de um beijo molhado

Ao som de um beijo molhado, sentia a excitação a construir-se na extremidade dos seus peitos. Deslizava os lábios pelo pescoço até conseguir dentar o lóbulo esquerdo enquanto escutava a sua respiração ávida que lembrava uma locomotiva a iniciar a marcha.

Passava-lhe as mãos pelo corpo sentindo as estrias e as marcas de uma vida.
Deambulava em cima dela, provocando as hormonas há muito adormecidas e reprimidas por histórias de violência e assédio.

As contrações de prazer multiplicavam-se, as capacidades motoras perdiam a destreza sendo os braços dele em esforço agora o único ponto de apoio.

Os beijos seguiam a Linha Alba em direção ao ventre procurando o deleite até agora encoberto pelo medo, e com minúcia, esmerando-se nos detalhes sentia o perfume do bouquet  que floria ao mesmo tempo que as suas pernas contraiam em redor da sua cabeça, ele sentia-se sufocar dentro do prazer dela.

Ela com algum receio, desce a mão e  sente-lhe o entusiasmo entre as pernas. Iniciando lentamente com movimentos perpendiculares ao seu abdómen compromete-se a presenteá-lo com satisfação, obrigando que os seus músculos a uma contração estranhamente prazerosa.

O medo passava a uma exploração corporal, com uma combinação de excitação, vergonha e curiosidade.

O amadorismo tornava o momento memorável e significativo para a vida de ambos.
O tempo desdobrava-se em caricias e avançava em conjunto com o desejo carnal que se tornava agora mais óbvio com a dança de corpos sobre a melhor seda do mundo produzida no Vale da Seda, Paraná.

Com a temperatura corporal no ponto e a lubrificação assaz, ela colocou-se com uma postura de súplica, permitindo que o corpo dele se embrenhasse no dela obrigando-a a largar o primeiro gemido de satisfação. O balançar ininterrupto e coordenado dos dois fazia o aroma dos corpos criar um ambiente lascivo em que sobressaia o som arfante das suas respirações, e o ranger do estrado de cedro.

O momento não lhes permitia soltar qualquer palavra, os dedos dos pés contraiam-se e as unhas dela enterravam-se nos lençóis enquanto abocanhava a almofada para camuflar os gemidos agora mais audíveis.

Na magnificência da encenação enquanto os dois sustinham a respiração e como se de um relógio Suíço se tratasse, culminaram com uma explosão de prazer acompanhada por ciclos rápidos de contrações.

Ambos adormeceram ambos foram felizes.

PORRafael Barata
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