Amores perfeitamente imperfeitos!

Quando ouvi pela primeira vez a palavra “amor” não fazia a menor ideia de que algum dia a iria usar para descrever o que sinto por ti. Na verdade sinto muito mais que amor. Sinto confiança, carinho, amizade, proteção e muitos outros sentimentos, mas não valeria de nada descrevê-los pois amor é isso mesmo. Uma junção de inúmeros sentimentos.

Sabia que no amor as coisas ficavam mais positivas. O feio virava lindo; o triste virava contente e até o mais defeituoso se tornava no mais perfeito de todos os seres. Mas não neste caso.

Neste amor que sinto por ti nada mudou. Continuas-te o rapaz que sempre foste. O mesmo inseguro, o mesmo inculto, o mesmo ingénuo. Perguntei-me imensas vezes porquê, mas após uma longa conversa contigo apercebi-me de que tu não mudas-te porque sempre te amei. Nasci a amar-te como és, perfeitamente imperfeito. Certamente foi por isso que não mudas-te nada.

Não és o rapaz mais sensual, nem o mais bonito de todos mas por ti nutro algo sem qualquer explicação. Nutro desejos. Nutro batimentos cardíacos acelerados. Nutro visões. Nutro tudo ao mesmo tempo.

O que seria de nós se tivesse-mos todos amores iguais? Provavelmente poder-me-ia apaixonar por qualquer um que não fosses tu, mas escolhi-te a ti ao acaso, e como foi difícil domar todos esses teus “diferentes”. Porque te amo pelo que és e não pelo o que os outros amam nos outros.

PORJoana Rodrigues
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