Amor Vincit Omnia!

10 de Agosto de 1473, Veneza – Itália

Aproximei-me e cheirei o teu perfume, um odor a rosas e chocolate, uma doce mistura. No meio do teu encanto tentei alcançar o teu interesse que, no entanto, é mais aprofundado em coisas banais como jóias e roupa mas quem pode culpar-te pela ignorância sobre a beleza do mundo? Ninguém! Pois, porque ninguém sabe ver o que é perfeito ou banal.

Para pessoas banais uma pedra não deixa de ser um bocado de “lixo natural”. Agora, para mim é uma decoração, algo que dá valor e realça o que se encontra à volta, seja o que for. No momento decisivo partiste, foste, foi um adeus. Deixa-me dizer-te algo puro e significativo. Hoje, neste preciso momento escrevo-te uma carta, pode parecer um pedaço de papel vindo da rua (que por acaso é!), mas gostava que a pudesses ler porque, como não podes aperceber-te, este é o meu milésimo rascunho e portanto, aqui vai:

Procuro o olhar que é teu, aquele profundo e ainda misterioso, que mostra um mundo que ainda não viu cores, um lugar ainda desabitado, uma zona não urbana que vale a pena ir visitar. Nessa cor que representa o escuro, o preto irá voltar a ver as estrelas e o seu brilhar no céu outra vez.

Desse teu sorriso em que fico “perturbado”(no bom sentido, claro está) de como seria se os meus lábios pudessem, nem que seja só uma vez, aproximarem-se dos teus, para puder sentir a ternura que ainda não conseguiste encontrar nesta cidade do cúpido. Esse tom de cor ainda não foi avistado mas aliciante de vista, de uma forma bela e magnífica, detalho a tua pele suave e ainda intocada pelas mãos de um amante. Combinas com a Lua numa noite de primavera ainda fria pelo sabor do inverno e diante isto tudo escrito, adorava, gostava e amava saber o nome deste pedaço de perfeição que és tu!