Amor-Ódio!!!

Um amor que nasce duma grande amizade, quão perfeito é?

Eram loucos os segundos de sorrisos que trocávamos com os olhos a brilhar. Sentia-me segura, aconchegada e protegida na tua voz. Como pode um amor ser invisível tanto tempo até se tornar amor?

Parecia incrível a cumplicidade de dois amigos que se tornam amantes pela arte do destino. Conhecer alguém, confiar-lhe o mundo. Os sorrisos que a ideia de te ter para sempre me arrancou, perdi-lhes a conta. Perdi-me nos teu braços e sonhei acordada com uma vida a teu lado. Mas acabei a sonhar sozinha… não sei se acordaste ou se nunca chegaste a adormecer na ideia duma vida.

No entanto, o sonho não acabou. Transformou-se num pesadelo.

Fui dando chances à tua pessoa tirando a mim mesma a chance de ser feliz. E no meio de quantas chances deste a ti mesmo a oportunidade de mudar? Nem uma, envolto na ideia de que o teu problema era eu mas estar sem mim era também um problema. Perdi-me num amor, sem amor. Amei-te sem me sentir amada mesmo que apregoasses que me amavas também.

Quantos sorrisos me escaparam pelas lágrimas que me causaste? Quanta dor eu senti em prol de regressar a um passado que não voltou? Quando dei por mim, já tinha esquecido os motivos que me fizeram lutar…

Quantas horas são precisas para esquecer quem te esqueceu?

(…)

Vivia enclausurada num dia escuro e sombrio, infinito… Amor? Acho que na verdade nunca foi palavra para nós. Diga-se hábito, rotina, aceitação… mas nunca amor. Eu sentia o desprezo no teu olhar e em cada palavra que saía da tua boca. Sinceramente, já me enojava o som da tua voz. Olhar para ti era como uma agonia mental à qual me sentia presa. Mas descobri que não. Não estava presa a ti…

E depois de tudo o que me fizeste, descobri finalmente que merecia melhor. Foi no dia em que ousaste tocar-me que decidi que chegava.

Virei as costas e fui ser feliz.