Amor em Estado Líquido…

Há palavras que nos beijam como se tivessem boca, dois, três dias, por vezes por uma semana. Depois vêm as que nos ferem, como lâmina inclemente, que corta a carne.

Impiedosas. Metódicas. Práticas. Quase maquinais.

É o Amor em Estado Líquido.

Frágil. Esporádico. Sensual. Fugaz.

Fruto da sociedade de consumo em que vivemos, onde as pessoas procuram relações sem compromisso. De satisfação imediata.

Superficial.

Onde não existe vontade de explorar. De conhecer. De partilhar. De criar laços. De solidificar. De se entregar. Onde não existe nem tempo, nem espaço para o amor.

Apreciar. Mimar. Estimar. Cuidar. Aceitar as diferenças. Permanecer. Nada disto proporciona satisfação imediata. Mas pode proporcionar a felicidade genuína.

A capacidade de investir nela depende daquilo que mora em nós.

Daquilo que procuramos.

Daquilo que somos.

Daquilo que queremos.

PORVera Ribeiro
Partilhar é cuidar!

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