O amor tem disto, tem sempre.

Amor és tu, sou eu, e tudo o que isso implica.

Independentemente das circunstâncias, dos obstáculos e dos imprevistos, o amor é sempre o último a morrer. E enquanto houver amor, há esperança. E se há esperança, há vida.

E essas feridas que carregas, a tua maior dor, até elas hão-de cicatrizar. Com o tempo, com o vento, com o amor. Feridas que vão para além de joelhos esfarrapados, feridas internas. Aí esse pobre coração.

Até pode passar o tempo que tiver que passar, dias, meses e até anos, no entanto o facto de o tempo passar não significa que a dor vá junto. Pois, de tudo o que o tempo pode curar, a saudade não é uma dessas coisas.

Devias de ter lutado caramba! Devias de ter investido na relação, investido amor, tempo e compreensão. Devias de ter dado mais, feito mais.

Mas nunca fui eu quem tu realmente amas, apenas quem te abraça quando precisas de alguém para te aliviar a dor. É pena, nunca chegaste a saber que a mim também doí. E doí para c@r@lho.

A vida trouxe-me quem o vento levou. O destino relembrou-me das memórias que a tempestade ofuscou. Tudo está de volta a mim.

Mas é triste, ninguém acredita no amor, até amar. Até doer. Até perder. Até ser tarde demais.

O amor tem disto faz-nos crer que sim, e no entanto, não, nunca.

PORRachel Stefan
Partilhar é cuidar!

PELA WEB

Loading...