Amo-te, mas não como mereces…

Eu sei. Eu sei que não és o amor da minha vida. Nunca foste. Nunca achei que pudesses ficar na minha vida para sempre, ainda que te conseguisse ver mais qualidades do que defeitos.

Nunca achei que pudesses ser o pai dos meus filhos nem sequer o homem que esperaria por mim no altar. Mas mesmo assim, amei-te. Amei-te como se fosses o primeiro e o último. Amei-te achando que, na verdade, eu pudesse estar enganada. E amei-te, acima de tudo, porque queria estar enganada.

Sempre foste uma mensagem de bom dia, um beijinho no pescoço, um olhar apaixonado, um carinho a meio da noite. Sempre foste um gelado de caramelo – o meu preferido -, um chocolate nos meus dias maus, um abraço sentido, uma noite só nossa. Sempre foste tudo mesmo quando era eu quem devia cuidar de ti. E, mesmo assim, nunca achei que pudesses ficar na minha vida para sempre.

Nunca achei porque nunca te amei como merecias. Nunca te amei com a intensidade que merecias. Desculpa só ter percebido isso depois de te perder. Mas se te perdi para alguém que te ama como se deve amar alguém, esquece as minhas desculpas. Espero que consigas amá-la como me amaste, fazê-la tão feliz como me fizeste a mim.

Mas também espero que ela perceba a pessoa maravilhosa que és mais cedo que eu. E que te ame mais um pouco todos os dias. Que te faça um café forte todas as manhãs e que saiba dar valor aos teus – poucos – dotes culinários.

Que te ajude a escolher um livro quando tiveres vontade de ler coisas novas e que te faça pipocas salgadas como tu gostas. Espero que não vejas nela aquilo que um dia eu fui para ti, eu não mereço. E ela, provavelmente, também não.

Desculpa por não estar enganada quando pensava que não era para sempre. Mas amar também é deixar ir. E eu ainda te amo, mas não como mereces.


PELA WEB

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