Amo-te mais que tudo!

Conhecemo-nos duma maneira muito estranha, que nem me quero recordar disso. Falávamos dias e noites, eu já sentia que eu estava a gostar de ti, até que tu começaste a namorar para a minha melhor amiga. Odiei tanto, criei um ódio tão grande dentro de mim, que só me apetecia desaparecer. Podia ter feito mil e uma coisas para  acabar com a vossa relação, mas eu não sou má nem vingativa, a única coisa que me interessava era ver a minha melhor amiga feliz.

Ela foi burra, ela perdeu-te, ela traiu-te, eu soube mas nunca te disse nada sobre isso. Culpo-me por ter sido cúmplice dela, pois se eu fosse uma boa amiga, ter-te ia dito mais cedo o que é que ela te fazia.

Depois de ela ter terminado a vossa relação, tu tornaste te outro comigo, mau, resmungão, tudo. Pensavas que eu é que tinha a culpa de vocês terem acabado, talvez tenha, porque eu podia ter-te dito o que é que ela fazia, mas podia ter sido mais difícil para ti sabes as coisas por mim, podias pensar que eu queria que vocês acabassem ou qualquer coisa do género.

Sabes uma coisa? No dia em que nos conhecemos, eu tive um pressentimento que ia haver qualquer coisa entre nós, mas o nosso único obstáculo era a tua relação com a minha melhor amiga.

Quando ela acabou contigo, fizeste-me sentir culpada de tudo, como se fosse eu que tivesse feito magia e como se tivesse acabado com a vossa relação num estalar de dedos, não não foi assim, eu nem sabia que ela tinha intenções em acabar contigo, e quando o fez eu fiz questão de lhe fazer pensar se ela não estava a fazer algum erro. Sempre me disse que não, que a distância entre vós não ia resultar…

Quando ela acabou contigo, deixámos de falar, mas depois, depois tu voltaste, e estavas sempre a perguntar-me coisas dela. Irritavas-me! Tu sabes disso, até que eu te tive que abrir os olhos e fiz-te mostrar que ela não era a única pessoa no mundo. Que havia mais pessoas interessadas em ti e tu nem querias saber delas para nada (como eu, por exemplo). Nunca fui pessoa de mostrar muito os meus sentimentos, acho que as coisas têm que acontecer naturalmente, não chegar à tua beira e dizer-te que te amo e vir-me embora. Demoro tempo em demonstrar o que sinto, e foi por isso que sofri. Sofri porque tu disseste-me que já tinhas outra namorada, ela era única, e eu senti-me horrível. Tu falavas para mim dias e noites e ainda não te tinhas apercebido que eu estava interessada em ti?

Então foi quando eu me revoltei comigo mesma e fiz asneiras, meti-me com tudo o que era rapaz, tudo para te esquecer. Quando tinhas problemas com a tua namorada, eu é que te ouvia, eu é que tinha que ler textos e textos sobre as coisas que ela te fazia, e dizia-te sempre as melhores coisas para tu não ficares ofendido. Acabaste com ela, meses depois, já estavas com outra, mandaste-me fotos dela e perguntaste-me se aceitava a vossa relação, disse que não, que tinha cara de menina, que tinha cara de quem metia os “cornos” ao namorado. E eu não tive razão? Ela meteu-te um par de cornos na testa, ela nunca gostou ti, ela só andava contigo por seres bom moço, por te preocupares com tudo o que é gente. Descarregaste mais uma vez em cima de mim como se e eu tivesse culpa, talvez tivesse, talvez fosse uma coincidência, pois na noite anterior eu tinha te dito o que realmente sentia por ti.

E depois o que aconteceu? Tu acabaste com ela na quinta, no sábado já estavas a dizer que me amavas. Fui na tua conversa, porque eu gostava de ti, acreditava que tu estavas a ser sincero comigo. Pediste-me desculpa por me teres feito sofrer enquanto me contavas as tuas coisas. Disse-te que não tinhas que te sentir culpado de nada. Eu é que me iludi demasiado, porque tu Eras igual com outras raparigas e eu fui a única que entrei pelos olhos dentro, iludi-me e ainda hoje ando iludida.

Continuamos a falar, agora eram os dias inteiros a falar, as noites, sonhava contigo todos os dias, até que tu me contaste que também o fazias. As nossas conversas ficaram mais abertas, já dizíamos o que realmente sentíamos um pelo outro, quando ias a algum lado já me dizias “até já, amo-te.”.

Depois, começamos a ter discussões por causa dos ciúmes, por causa duma rapariga que tu gostaste durante cinco anos, dizes-me sempre que falámos dela que já a esqueceste. Quem é que é o imbecil que esquece uma rapariga que se gostou durante cinco anos? Tu só se fores, pois não conheço ninguém que esteja na mesma situação que tu e que já tenha esquecido um grande amor.

Veio o Natal, a passagem de ano, lembro-me de ter dito que gostava que a pessoa que eu amasse que me mandasse uma mensagem às doze badaladas a dizer-me que me ama. Concretizaste o meu sonho! Meia-noite certinha dizes me que me amas. Chorei, chorei de alegria, porque pensava que ia ser impossível fazeres isso.

Passado uns dias, pedes-me em namoro, fiquei um bocado entre o sim e o não, mas pensei que não custava nada arriscar, se me magoares, sou capaz de te magoar ainda mais, se me fizeres feliz, faço te feliz duas vezes mais. Essa é a minha obrigação enquanto tua namorada.

Sabes mais uma coisa? Amo-te mais que tudo! Gostava de te levar para sempre, mas isso também está nas tuas mãos.