(Amo-te) Escolheste ir, e eu não te soube impedir.

Eu sei o quanto te custou virar costas e ir embora. Só eu sei o quão difícil foi para ti continuar sozinho. A dor que é não ter a quem ligar. Não ter com quem ir tomar um café.

Deixaste tudo para trás na esperança de que um dia, quando voltasses, pronto para enfrentar a vida, tudo estivesse tal e qual como deixaste. Desculpa meu bem, mas não está.

Foste trocado. Substituído por quem julgavas ser teu amigo. Como é possível perderes tudo assim? Perguntas-te.

Só eu sei responder a isso. Por incrível que pareça, eu tenho a resposta que tanto procuras. Por muito estúpido que aches, eu sou a tua resposta. Então, diz-me, quem foi a única pessoa presente na tua vida quando decidiste ir, de um dia para o outro? A única pessoa que continuou a teu dispor?

Eu, porque te amo. Porque és tu o que respiro. Se soubesse, ter-te-ia dito para não ires, para não deixares tudo para trás, para não me deixares para trás. Mas o meu problema sempre foi a falta de coragem. Caso contrário estarias aqui comigo, neste momento. Enquanto isso, as tuas malas estavam prontas para ir, mas o teu coração não.

Bem lá no fundo sabias o quão errado era. Mas escolheste ir, e eu não te soube impedir.

A tua decisão já estava tomada e o meu medo de ficar entre a faca e a parede levou avante o melhor de mim. Sei que voltarás, prometeste voltar, voltar para cá, então diz-me, quando voltares, voltas para mim também?

Prometo cuidar de ti como nunca ninguém cuidou. Adormecer no teu colo. Embalar-te quando a noite for mais pesada que o sono. Abraçar-te como quem segura o mundo nos seus braços. Apoiar-te. Proteger-te. Ouvir-te como quem ouve uma música pela primeira vez e se apaixona por cada verso. Prometo ser tua, inteiramente tua. Simplesmente tua.

Sei que depois de uma separação é fácil dizer ‘Amo-te’, que é fácil dizer que a saudade foi muita, que aqueles meses foram um desespero. Depois de acontecer, já não se trata de coragem. Quem perde uma vez, perde por duas ou três.

Então não tenhas medo, enche o peito de ar, inspira e expira com calma, e diz: «Merd@, eu Amo-te!»

Afinal, que tens a perder?

PORRachel Stefan
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