AMO-TE, como todo o meu coração!

Se algo é difícil é dizer o que sentimos: primeiro, porque é difícil perceber; e, segundo, porque nenhuma palavra é suficiente para descrever exatamente aquilo que sentimos. Mas, a graça disto é que não é impossível, por isso, entre tentativas espero que percebas.
O que sinto por ti é muito fácil: é amor. Agora, que amor é este já é complicado. Sei que é muito… bastante, aliás. Na realidade, é incontável dada à sua infinitude.

Para te explicar um pouco desta situação, vou recorrer à minha rotina: acordo a pensar em ti, estudo a pensar em ti, tomo banho a pensar em ti, escrevo a pensar em ti, vejo televisão a pensar em ti… Bem, basicamente o que quer que eu faça estou eu a pensar em ti. Tu não me sais da cabeça… estás sempre lá. É  uma mistura de desejo, de amor, de carência, de necessidade, de urgência, de intensidade, de persistência, de vontade, de felicidade… e mais outras quantas palavras que se remontam  no coração.

Sempre pensei que o coração, por entre batidas, se mantivesse no sítio e que não quebrasse. Mas não. Por vezes, bate aceleradamente, sai-me do peito fora, cai e parte-se… aos bocadinhos. E isto, é o que sinto quando tenho de te dizer adeus. Quando tenho de me despedir de ti. Dói. Dói muito. Mas a garantia de um “até já” é suficiente para voltar a pôr o coração no lugar e esperar pela próxima.

Não sei se és o tal, mas sei que és o que eu quero… que, provavelmente, é a mesma coisa.

Não te vou dizer que nunca senti isto. Estaria a mentir. Mas nunca com esta intensidade.
E por falar em intensidade: é uma das palavras que define a nossa relação. Pela primeira vez, sinto tudo ao mais ínfimo pormenor. Sinto cada palavra, cada abraço, cada gesto, cada olhar, cada beijo, cada gemido… estão especialmente guardados na minha memória, porque, lá está, os vivenciei intensamente… como se fossem o último. Por favor, que não seja! Conto isto como o princípio: de quê, não sei… nunca fui boa a  rotular… mas de algo que seja nosso, e apenas nosso.

Se me dissessem, há uns tempos atrás, que iria gostar assim tanto de alguém… não acreditava. Mas crença ou não, realmente aconteceu. Como, não interessa. A verdade é que aqui estou eu, num discurso simples e verdadeiro, a demonstrar-te o que sinto. E como falo de sentimentos, não espero que os compreendas, mas sim que os sintas.
É tão fácil dizer-te que te amo. Mesmo que a palavra tenha sido vulgarizada, para mim não. É a palavra que melhor define o que sinto: amor… e outras tantas supra citadas.

Por isso, se me é permitido pedir algo, ou ambicionar, ou sonhar: que sejas tu! Que sejas tu a pessoa que irá percorrer comigo os caminhos desta vida (e para além desta também). Que sejas tu a pessoa em quem eu me vou apoiar e confiar. Que sejas tu a pessoa que irá me irá limpar as lágrimas ou, então, chorar comigo. Que sejas tu a pessoa que estará deitada ao meu lado na minha cama. Que sejas tu a pessoa que me faça enlouquecer de desejo. Que sejas tu a pessoa que me faça implorar por mais (mais, mais e mais). Que sejas tu a pessoa que eu vou dizer SIM. Que sejas tu a pessoa que irá ser pai dos meus filhos (nem que seja só um). Que sejas tu a pessoa por quem eu irei lutar todos os dias da minha vida. Que sejas tu a pessoa que eu prometo amar até ao fim (e mesmo depois do fim). Que sejas tu… apenas tu… que sejamos nós. Porque se me é permitido sonhar, que sonhe em ter comigo a pessoa que eu amo! E pronto… não é só isto, será sempre mais e será sempre melhor… mas será sempre amor.

AMO-TE, como todo o meu coração!

PORMariana Pereira
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