Amo-te a ti e a cada pormenor teu!

Comecemos pelo princípio … é a maneira como acordas sonolento e com a voz grave, e perguntas porque já acordei, como me abraças e vais embalando na esperança que eu adormeça também só para que possamos estar abraçados mais um pouco. A expressão do “pronto ganhaste, abre lá ás persianas” com uma pontinha de birra e uma enorme vontade de ver como está o dia lá fora.

Como és um herói e me despertas sempre dos pesadelos horríveis que me assombram o sono, me tens junto ao teu peito e sussurras: já passou … foi só um sonho mau.

As caretas que fazes quando comes algo que não gostas, dignas de um vídeo para a posterioridade! O riso torcido quando gostas mas não queres elogiar, igual a quando tenho razão mas não queres admitir.

A tua capacidade de me fazer rir, mesmo quando as lágrimas me inundam o queixo, afinal foi assim que me conquistaste a primeira vez, lembras? É impressionante como consegues fazer piadas de tudo, e o esforço estóico que faço para não me rir, mas é em vão e acabamos os dois as gargalhadas.

Quando te desafio e te tento agarrar vêm inevitavelmente a expressão do “nem sabes no que te estas a meter” e então deixas-me lutar em vão até me cansar enquanto me domas só com um braço, o orgulho na tua face quando vês a tua presa debater-se debaixo de ti e ai começamos ambos a rir como tolos, e beijas-me com um ar tão sério que dás vida a cada centímetro de mim, alimentas cada desejo e incentivas cada fantasia.

Quando vamos juntos na rua, procuras a minha mão, queres sempre carregar os sacos e ainda arranjas forças para me beijar e esboçar um sorriso.

Tem também aquela expressão que adoro, quando digo alguma parvoíce do “e foi esta a pessoa que eu escolhi para partilhar a minha vida” meio gozo meio felicidade.

O derradeiro ataque! O meu homem tão forte, adoro observar-te … e espero pela oportunidade em que estás tão metido em ti próprio que nem dás por mim, e ataco! Prendo os teus braços por cima da cabeça e beijo-te os flancos enquanto te derretes em gargalhadas doces e genuínas bem debaixo de mim, oh como é bom ouvir esse teu riso … aproveito e dou umas mordedelas bem suaves e tu não resistes, arrancas-me de cima de ti e preparas a tua vingança, a saborosa, lenta e torturante vingança.

Quando conduzes de noite e venho bem sossegada e tranquila, não venho a dormitar, venha a observar o misterioso ser que conquistou o meu coração, o jeito como vens concentrado na estrada mas ao mesmo tempo descontraído o suficiente para dar leves batidas no volante ao ritmo da musica, a maneira como as tuas mãos delicadas e lindas procuram a minha no banco do pendura e me apertas e dizes: Podes descansar, está tudo bem.

Não podia faltar claro … as tuas cantorias! Pois é apanho-te sempre sem saberes que estou a espreita e no auge da tua performance, por mais desafinado, fora do tempo ou tonto que seja, deixa-me um sorriso de uma ponto a outra! E rimos e rimos e voltamos a rir.

Podia escrever o dia todo que ia sempre faltar algo mais.

Perdi-me de ti, queimei-me no meu próprio fogo, ardi nas minhas chamas e ignorei todas as tentativas que fizeste para extinguir, me salvar de mim própria, e foi quando choravas sobre as cinzas do que restou de mim, que as tuas lágrimas férteis atingiram o meu solo subnutrido, e me fizeram renascer. O amor esse custou mas ergueu-se de pó ao oxigénio que me preenche os pulmões, passei a acreditar a viver cada momento como se fosse o último, não importa racionalizar tudo pois no fundo resume-se a nada, e o que sobra são as memórias e os momentos, eternizados em nós.

Estou cheia por ti, cheia de vida, e com ela vontade de a passar a teu lado!

Amo-te a ti e cada pormenor teu!

PORMaggie
FONTEDayDreaming
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