Algo

Não sei se te adoro, se te odeio ,mas, agora, eu sei que não quero ouvir mais falar de ti.   Quando tudo corria mal, resolvia-se tudo contigo, contigo tudo passava de complicado a simples, num ápice.

E agora? “E agora?” é a pergunta mais frequente que faço a mim própria, e agora? depois de tudo, desistimos? Parece que sim.  Agora, hoje, sei uma coisa. Sei que se não deu é porque não era para dar certo, mesmo que quiséssemos. Talvez tenha sido minha a culpa, talvez não, mas de que interessa isso agora? De nada.

E agora? Agora? ahh agora, por mais que doa, tu, fazes parte do passado, daquilo que tive e que já não tenho, daquilo que quis muito e que já não quero, que me fez bem e agora… Enfim!

Dizem que “o pior estranho é aquele que se conhece” sim ,parece que sim, mas não importa mais.   Nunca te disse, nem vou dizer, mas sempre achei adorável a forma como penteavas o cabelo, da tua maneira de falar, da tua forma parva de dizer que tinhas sono e mal abrias os olhos, como, vagarosamente, passavas a tua mão no meu  cabelo, do teu sorriso, dos teus abraços que de uma maneira estrondosa me esvaziava a alma e faziam com que só quisesse aquilo… isto para dizer que tenho saudades tuas, de nós.

Pode magoar, magoa, passar por ti e não te abraçar, não te dizer uma palavra que seja…apenas “desconhecidos”.

Contudo, tu fizeste-me sentir coisas diferentes, eu quis viver uma aventura contigo sem saber no que ia dar, cada arrepio, cada maldita borboleta, cada sentimento…

Não deu certo mas, obrigado :)