Ainda é ele…

Apesar de tudo, ainda é tudo sobre ele.

Ainda é o rosto dele que vejo na minha frente quando abro os olhos pela manha.

Ainda é aquela nossa música que escuto quando só na escuridão deste quarto vazio tento adormecer.

Ainda é a nossa fotografia que está pousada sobre a mesa-de-cabeceira.

Ainda é a voz dele que aumenta a pulsação do meu peito. Juro que em algumas madrugadas sou acordada por ele, não literalmente, mas sabes? A voz dele chama-me, talvez seja somente demência.

Ainda é o brilho daquele olhar que me faz ter esperança e essa mesma esperança tortura-me todos os dias.

Ainda é aquele sorriso como o sol refulgente de uma manha de verão que alimenta a minha existência e me faz acreditar que tenho um motivo para permanecer aqui, viva… ou sobrevivendo.

Ainda é ele quem eu necessito para viver, ele é o ar que eu mataria para puder respirar outra vez.

Ainda é ele que eu amo com todas as forças do mundo.

Há algo nele que me faz querer ficar, que me acorrenta à sua alma. Há algo nele que não me deixa desistir. Que em tão pouco tempo o tornou inesquecível. E quando eu tento parar de amá-lo, não dá, porque amá-lo é inevitável.

Tenho o meu coração magoado, estou em sofrimento, vazia, perdida, sem vontade de permanecer neste mundo, mas ainda é ele e só ele capaz de fazer pulsar o meu coração magoado com uma força transcendente.

Quando tento não pensar nele é como se perdesse algo, é como se saísse de casa e deambulasse pelas ruas sem saber o que me falta. E pensar nele é como uma droga, poderia ter uma overdose, ainda assim sobreviveria para manter o vício insatisfeito.

E independentemente de todos os erros que nos levaram à separação ainda é ele o meu amor. O amor da minha vida.

PORLetícia Brito
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