Adaptei-me à falta do teu amor…

Não tenho nada a oferecer. Nada que seja espetacularmente bom e emocionante que impressione alguém. Tenho algo especial. Ninguém sabe porque não conto. Ninguém saberá porque vou esconder. Ninguém saberá até ao dia que voltares para mim, aí o amargo ficará novamente doce. Ninguém saberá até ao dia que ficares longe de mim. E, enquanto esse dia não chegar não terei nada a oferecer. Não tenho nada a oferecer. Mas possuo uma coisa rara: um coração do tamanho do mundo, e uma vontade de amar maior que ele.

Não existe poesia, palavra complicada e nem construção frásica sofisticada. O amor é simples como sorrir num dia de chuva. Tão simples como respirar: amo-te!

Lembro-me de ti pelo menos duas vezes por dia, quando vou dormir e quando acordo. Tive momentos e aventuras. Até onde soube: namoras, mas nunca te esqueci, sempre te recordei com carinho porque és especial. Fiz uma promessa e quero cumpri-la: amar-te para sempre. Sempre duvidei do amor, mas contigo soube que ele é real, um amor que nos consome e deixa satisfeitos, um amor verdadeiro.

Tenho saudades de beijar o teu ombro, subir nas tuas costas. Morder os teus lábios. Ver-te sorrir, mexer no teu cabelo, aquela juba de leãozinho que tinhas. Tenho saudades de preferires o meu colo quando me sentava no sofá. Preencher o espaço vazio por entre os teus dedos com os meus dedos. Fazer-te rir. Olhar-te. Suspirar ao ouvir a tua voz. Sentir o teu beijo nos meus lábios. Espera! Vou fechar os olhos e sorrir ao lembrar-me de cada uma dessas coisas.

Se soubesse que o mundo acabaria amanhã, ainda assim morreria a amar-te.

Por mais que lute, insista ou corra atrás, certas coisas foram feitas para dar errado. Tínhamos tudo para dar errado e parece que aconteceu, mas tanto a vida como o mundo são uma roda, ainda nos vamos cruzar e fazer valer a pena todo aquele tempo que tivemos separados. E se der errado mais uma vez? Tentamos de novo, só não esquecemos!

Todas as vezes que dizia que te amava, sempre respondias que isso era mentira, eram coisas da minha cabeça. E eu sempre dizia a mim mesmo: não é da cabeça, mas sim do coração.

O meu coração grita, tudo bem. Faço dramas. Fazer dramas é sinal que me importo, importo-me demais, sabes? Cruzo os braços, mas também cruzo o caminho árduo de volta para o teu lado, ficar lado a lado ou frente a frente, deixo-te escolher.

Quero-te a ti, quero nós: juntos, enrolados, deitados, amarrados, no chão, no chuveiro. Nós que não atam nem desatam. Quero-me a mim e a ti, quero calor, cama desarrumada, quero beijos e o teu cheiro. Quero aquele olhar que não me cansa.

É quase de manhã e ainda não dormi, fiquei a lembrar-me do teu olhar.