Acreditas em destino?

Acreditas em destino? – perguntei-lhe. Ele ficou silencioso, mas os seus olhos brilharam. Beijou-me graciosamente com o para sempre na volúpia dos seus lábios e deu-me a resposta naquele beijo singelo: ele acredita em destino.

Da mesma forma que eu também acredito, desde que nos conhecemos naquela madrugada de verão, desde que entrelaçamos naquele ano as nossas mãos, mas não era para ser, não naquela hora, não naquele dia, não naquele momento, era para ser, eventualmente, mais tarde.

Quando os nossos corações fossem menos inseguros e imaturos. Quando os nossos corações estivessem preparados para amar de verdade.

Amores de verão são os melhores, marcam pela intensidade com que esbarram nas nossas vidas e marcam pela velocidade com que partem.

Fomos um amor de verão tão marcante, que o destino resolveu juntar-nos de novo.

Afinal, eu que sempre pensei que o destino era invejoso e conspirava contra mim, ah… o destino, meu amor, ele conspirava a nosso favor, todos estes anos, só demorou a aproximar-nos porque nos queria fortalecer, queria que fossemos mais do que uma paixão arrebatadora de uma madrugada de verão, queria que fossemos amor de verdade nas quatro estações.

Acredito em destino! – respondeu ele com muita seriedade.

Mas acredito mais em nós! – sorriu, com aquele sorriso capaz de derreter um glaciar.

Se ele soubesse a força que o seu sorriso tem, sorriria a cada milésimo de segundo. Ele tem um sorriso daqueles que dá vontade de beijar e eu beijarei cada sorriso dele todos os dias da minha vida.


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