Abram os olhos, os ouvidos e a boca!!!

A sociedade tem que abrir os olhos, os ouvidos e a boca: O inimigo está mais próximo do que se imagina!

Os estudos indicam que mais de 80% dos abusos infantis são realizados por alguém próximo a criança, o agressor tem livre acesso ao lar e por isso tem a confiança da família, o mesmo utiliza desta confiança para realizar os abusos e coagir a criança a não falar e desta maneira passa muito tempo sem levantar suspeitas.

A maior parte das vítimas são meninas, fato que ocorre por uma questão cultural de desvalorização da mulher, que ainda continua sendo tratada como apenas um objeto de desejo. O motivo de não nos atentarmos ao simples “fiu-fiu” é muito sério, porque este acontecimento desagradável é levado como algo comum e corriqueiro, no entanto, ele reforça o pensamento equivocado referente à mulher e automaticamente reforça os abusadores infantis.

O fato dos abusos serem maiores em meninas, não diminui a ocorrência em meninos, acontece que por uma questão cultural de preconceito sobre as relações homossexuais, as vítimas do sexo masculino não falam sobre a violência por medo, vergonha e culpa, de um assunto tratado como um tabu pela sociedade.

Toda criança após sofrer algum tipo de abuso sexual apresenta sinais de que algo está acontecendo, as mudanças no comportamento são nítidas, podem começar a falar muito a respeito de erotização, como dizer que está grávida, que quer ter filhos, namorado, etc., ou se retraem pelo fato de se sentirem envergonhadas.

Outra forma de identificar os indícios de abuso é através dos desenhos infantis, onde poderá aparecer cenas eróticas em que a criança reproduz o que aconteceu ou o medo de alguém.

É importante que os pais construam uma relação de amizade e confiança com seus filhos, para que este se sinta seguro em relatar qualquer acontecimento, porém, algumas crianças não conseguem falar sobre o ocorrido mesmo com esta troca fraterna, por isso, é essencial o olhar atento dos pais.


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