Amor…

Um coração negro refundido à vários anos, esquecido por tudo e todos até mesmo por quem o controla, sem esperança de qualquer recuperação. Consumido por dor, dor essa que se apoderou de um corpo contagiando-o com raiva e más energias, desacreditando-o da existência de qualquer salvação,  destruindo-o em pedaços, supostamente irreconstituível…

A normalidade do seu dia a dia era a ausência de sorrisos e a presença de lágrimas, a interveniência de qualquer ser na sua vida era de estranhar, as paredes eram a sua única companhia, uma caneta e um papel eram seus melhores amigos e mesmo assim nem neles confiava, cada palavra escrita ardia assim como qualquer sentimento de bondade que se tentara libertar…

Na cabeça de muitos ele estava perdido sem qualquer reabilitação possível até que alguém chegou e quebrou tal gelo…. Cada dia que passara o negro aclarava e a sua abstinência por bons sentimentos diminuíra. Algo de bom o penetrava e reacendia uma chama que à muito se achava extinta, um sorriso sincero se revelou sendo ele libertado por um simples beijo…

Muitos lhe deram a designação de amor, mas no fundo ninguém sabe descrever tal palavra, é um misto de emoções às quais nenhum coração consegue resistir, é um modo de ver o mundo e encarar o que o rodeia… É um nada que facilmente se torna tudo….É um simples “sei lá”.

PORInês Soares
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