Amo-te!

Porque não te despediste? Simplesmente foste embora, sem um adeus ou explicação. Nem A nem B, nem sim nem talvez.. Chegaste e escreveste a história mais bonita do meu livro e por alguma razão, e gosto de pensar que é uma razão muito forte, obrigaste-me a rasgar essa parte do livro.

Estava viva, mas não tão viva até teres chegado. Quiseste-me de corpo e alma e eu neguei com toda a calma que havia em mim. Aí eu desejei-te com garra e tu olhavas para o lado, como se do outro lado alguém te sussurrasse ao ouvido.

No fundo eras meu e eu era tua, mas nunca éramos um do outro. Olhavas para elas e elas enchiam-te de fantasias, o mundo era teu e dele fazias o que querias, era a tua marionete e com ela fartaste-te de brincar. Depois aparecias e já não eras bem-vindo no meu livro, aparecias e despertavas em mim o que restava de ti.

Agora viro a esquina e lá estás tu de olhar fixo em mim, e ela do teu lado, serva do Diabo a sussurrar-te ao ouvido, com canto de sereia leva-te ás profundezas. Não voltes. Não voltes, porque já não estarei de braços abertos. Nunca te disse antes, de qualquer maneira entendias sem de mim ouvires uma palavra, Amo-te.


PELA WEB

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