A vida não é um conto de fadas é um conto de falhas!

Sei lá o que dizer, a única coisa de que tenho vontade, é mesmo dar um murro na minha própria cara por ser tão estúpida. Mas afinal de contas, onde está a mulher que sempre fui? Onde está a coragem que sempre tive? Não sei o que me aconteceu, onde se enfiaram todos aqueles objetivos de vida que tinha para mim, sim aqueles, aqueles que não precisavam da presença de ninguém para se concretizarem.

Estou em choque com a minha transformação. Esperei tanto de alguém que não tinha nada para oferecer, que era vazio de sentimentos, tinha um coração de pedra, que não se quebrava por ninguém.

Lembra? Lembra das promessas feitas? Então olha na minha cara e diz que tudo isso foi dito da boca para fora. Diz, realmente acho que é isso mesmo que eu estou a precisar de ouvir. Não te preocupes se chorar a seguir, afinal de contas, nunca te preocupas-te comigo. E não, não precisas de fingir que um dia fui importante, se há coisa que aprendi meu bem, é que quando as pessoas são importantes nas nossas vidas ninguém quebra o gelo assim do nada. Ninguém sai correndo sem dizer pelo menos um “adeus”, ninguém foge sem uma explicação para dar. E sabes porque não acredito mais em ti? Porque tu fizeste exatamente aquilo que uma pessoa que ama não faz. Foste embora sem uma triste explicação para me dar.

Perdi tudo nesse instante, e tristemente te digo que junto perdi também a minha dignidade e parte da minha sanidade mental. Afinal de contas, quem é que corre atrás de alguém que nos ignora, que não nos olha nos olhos, que diz que está feliz sem nós e que no final das contas acaba fazendo tudo aquilo que prometeu que nunca faria? Apenas uma pessoa que não tenho o mínimo de respeito por si própria. E foi exatamente assim que se passou comigo, perdi mesmo todo o meu amor próprio.

Mas numa coisa tu tinha razão quando me disseste: “nunca te vou fazer nada daquilo que os outros te fizeram”, foi mesmo assim, parabéns, conseguiste fazer sei lá eu quantas vezes pior. Só que na altura eu estava tão cega, que achei que serias diferente não para pior, mas para te tornares em tudo aquilo que eu tanto queria encontrar.

Tristes ilusões. Lamento.

Sabes, estou a morrer de saudades, a morrer mesmo, depois de estes tempos longe, ainda é o teu nome que eu lembro todas as noites e todas as manhãs, ainda choro quando oiço uma musica que me faz lembrar do teu sorriso, ainda me atormenta ver-te na rua. Mas cansei, cansei de estar sempre a dizer-te isso… Senti que quanto mais dizia menos valor tu davas, senti que quanto mais corria, mais tu fugias de mim. E para que quero eu um relacionamento assim? Desculpa, para nada.

Quando eu te amei de verdade, tu me expulsaste da tua vida mesmo quando te dei bons motivos para me deixares ficar, não quiseste. Trocas-te uma vida que demorou um bom tempo a construir por essa história triste de “vida de solteiro”. Sabes que mais? Goza bem essa vida. Encontra alguém com quem dormir todas as noites que chegas a casa bêbado sem teres desfrutado nada daquela noite como desfrutavas das nossas, mesmo quando pensas que não podia ter havia noite melhor do que aquela. Na verdade tu estás a tornar-te na pessoa que disseste que nunca serias. E isso só faz de ti uma pessoa lamentavelmente fútil.

Só espero que quando uma dessas noites não acabem do jeito que tu planeaste e acabes a vomitar tudo num canto qualquer, não tenhas ninguém que te faça aquele chá que eu faria para acalmar o teu estômago. Pois pode ser exatamente nesse momento que se faça luz na tua cabeça e que percebas que perdeste a lua enquanto contavas a estrelas.

“A vida não é um conto de fadas, é um conto de falhas”.

Quiseste ir? Amigo, boa viagem 😉

PORAnónimo
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