A última mensagem…

Pensei em passar por aqui e deixar-te uma mensagem. Aquela mensagem que nunca tive coragem de mandar, aquela que escrevi mil e uma vezes mas ficou apenas na memória. Aqui vai :

Olá, não quero que me respondas a esta mensagem, pois não preciso de respostas , isto será apenas um monólogo, desta vez tu só ouvirás o que tenho a dizer, chega de opiniões e de desculpas que te façam passar por vitima. Quero deixar bem claro que eu não te odeio, longe disso até te agradeço por me teres aberto os olhos antes que fosse tarde demais. Não me arrependo de nenhuma palavra ou mentira que inventei só para te ter, voltaria a fazer tudo de novo.

Voltaria a dizer que te amava, voltaria a beijar-te , a abraçar-te e ligar-te todas as vezes que tivesse saudades, embora tu nunca o tivesses feito, mas isso não me magoa. O que me magoa é o facto de eu o ter feito, vezes e vezes sem conta.

Voltaria, inclusive, a deixar – me ser iludida, por palavras que nunca transformaste em atitudes. E por atitudes que só tinhas comigo, nos nossos cantos e lugares escondidos , longe de todos, longe de quem não precisava de saber. Tu perguntas : porque quer ela sofrer outra vez ? e eu respondo : porque de tudo o que passei contigo a única coisa que guardei foi a lição, a lição de não confiar mais em palavras, de querer atitudes, mas desta vez não quero atitudes escondidas, quero atitudes que os outros vejam, quero atitudes que fiquem na boca de quem vê. Quero atitudes.

E agora sim, finalmente libertei as palavras que sempre guardei como rascunho no meu computador. Agora sim, eu posso dizer-te adeus e deixar-te ir embora. P.S – não quero a resposta, desta vez, podes fazer como sempre, e marcar vista apenas.

PORA imperfeita
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