A tua ausência

Hoje vou-te escrever. Não sei se vais ler isto, mas eu preciso de te escrever.

As noites sem ti são vazias, são uma imensa escuridão que me envolvem num desespero infinito. Esta saudade é uma tortura que me rasga por dentro, é uma ferida aberta que não sara e dói, dói muito. Esta falta de ti já tomou conta de mim e vai-me destruindo lentamente.

A vida tirou-me o melhor de mim (tu) e agora atormenta-me com estas dolorosas lembranças e envolve-me num labirinto de recordações. As noites eram mais felizes quando me abraçavas e dizias “boa noite, meu amor”. Agora só resta um leve cheiro do teu perfume nos meus lençóis…

Não sei onde estás, mas eu quero-te escrever.

Preciso de ti aqui comigo, o teu lugar é aqui! Anda e traz essa parte de mim que levaste contigo, essa parte feliz. Só me restou um corpo morto sem alma, que vagueia pela vida à procura da vivacidade e da alegria que um dia teve e agora se perdeu.

Se estas a ler isto, anda que eu necessito de ti.

Por favor volta, anda ocupar o lugar da cama que te pertence e envolve-me nos teus braços quentes. Preciso de ver o teu olhar penetrante e brilhante enquanto dizes que me amas. Nada mais quero, só isso.

Só quero que voltes e me digas que me amas, porque eu também te amo…